quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Khêder Henrique: o nosso escritor e o homem que sorri com a voz




O resultado final do vídeo do Bastidores Itaú ficou lindo. ^^

Agradeço ao pessoal da área de Atratividade do banco e do Estúdio Mol pelo convite e pela produção impecável. Show de bola!!!

Compartilhem por aí!!!! =D

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Once Upon Time - Primeira Temporada



Recentemente, tive o prazer de assistir a primeira temporada de Once Upon Time, uma série de televisão produzida pela ABC. Li vários artigos que a elogiavam. E eles realmente tinham razão. A série narra uma trama de fantasia em que os personagens principais são aqueles dos contos de fadas clássicos.  Somos apresentados ao Príncipe Encantado (Josh Dallas), Branca de Neve (Ginnifer Goodwin) e companhia que foram vítimas de uma terrível maldição lançada pela Rainha Má (Lana Parrilla): tiveram as memórias apagadas e foram lançados em um lugar terrível, o nosso mundo real. Ou seja, perderam assim seus finais felizes. Agora todos residem em uma cidadezinha do Maine chamada Storybrooke onde o tempo parece ter parado.

A personagem principal é Emma (Jennifer Morrison), uma detetive particular, que é atraída até Storybrooke pelo filho dela Henry (Jared S. Gilmore) (que ela havia entregado para a adoção 10 anos antes). Segundo Henry, Emma é a filha da Branca de Neve com o Príncipe Encantado e a única pessoa que pode quebrar a maldição. Ele carrega para cima e para baixo um livro cujo título nomeia a série e que conta tudo o que aconteceu com os personagens antes de estes perderem a memória.

Cada episódio narra duas tramas ao mesmo tempo. Uma que se passou no mundo da fantasia e outra que se desenrola em Storybrooke. Esse “mosaico” narrativo lembra em muito a finada série Lost. Isso porque seus roteiristas são os mesmos.
A ideia é fornecer peças de um grande quebra-cabeça que é montado a medida que a temporada avança. Outro detalhe interessante é que as histórias dos personagens dos contos de fadas se cruzam (assim como os personagens de Lost antes de irem parar naquela misteriosa ilha). Ou seja, a Chapeuzinho Vermelho (Meghan Ory) é amiga da Branca de Neve que admira a Cinderela (Jessy Schram) e assim por diante.


É perceptível o esforço dos roteiristas para reescreverem passagens destes contos de fadas para os tornarem mais dramáticos. O que imprime profundidade aos personagens e os tornam mais interessantes. Assim, o Príncipe Encantado não é apenas um cara bonitão e perfeito. É um jovem que apesar dos diversos reveses da vida jamais abdicou de tomar a atitude que considerava a mais correta. A Branca de Neve não é a mais bela de todas apenas no sentido físico da palavra. Ela é uma mulher forte com um bom coração. A Rainha Má é uma mulher extremamente rancorosa que deixou sua mágoa guiar suas ações a ponto de fazer terríveis atrocidades para criar a maldição que movimenta a trama da série. Quanto mais a temporada avança, mais percebemos o quanto estes personagens lutaram para conquistarem seus respectivos finais felizes. E o quanto a maldição é maligna por tirar destas pessoas seus amores e sonhos pelos quais tanto batalharam.
Claro que nem tudo são flores. Há episódios que não acrescentam muito a trama principal. Por outro lado há episódios que poderiam se tornar verdadeiros filmes. Destaque para o episódio “The Heart Is a Lonely Hunter” em que o personagem principal é o Caçador (Jamie Dornan) que a Rainha Má contratou para assassinar a Branca de Neve ou aqueles em que Rumpelstiltskin (Robert Carlyle) é o personagem principal. Tais como “Desperate Souls” que revela como o demônio que propõe acordos adquiriu seus poderes ou “Skin Deep” que mostra o momento em que Rumpelstiltskin ficou dividido entre o amor e sua forma mágica.
Outra diversão da série é comparar os personagens dos contos de fadas com suas contrapartes do mundo real. A Rainha Má é Regina, a implacável prefeita da cidade, A Branca de Neve é Mary Margaret, uma professora boazinha adorada por seus alunos, e Rumpelstiltskin é o Sr. Gold, um advogado e o homem mais rico da cidade(!).
Existem muitos motivos para curtir a série. Deixo registrado aqui o meu convite para você também descobrir que existem muita magia no mundo real.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Um dia diferente


Uau! Já estamos em 2013... a última vez que escrevi por aqui foi no dia do nascimento do meu filho. A propósito....ele está ótimo, cada dia mais lindo e com quase 2 meses!!!

A minha ausência por aqui não é consequência de falta de responsabilidade, mas de tempo. A correria anda total. Ainda estou enrolado naquela maratona de dois empregos. Pela manhã, atuo no Projeto De Mão em Mão da Secretaria da Cultura de São Paulo e à tarde/noite, dedico meu tempo ao Itaú Unibanco.

Porém, hoje tive um dia diferente. Desde cedo estou na companhia de uma equipe de gravação para a produção de um vídeo para o banco. No site do Itaú, existe um espaço chamado Bastidores Itaú. Por meio de vídeos, os internautas são apresentados a alguns colaboradores do banco e o que estes fazem em seus momentos de folga.

Existe colaborador que é surfista, outro que tem uma banda, supervisoras que mantém um blog de moda e por aí vai. Descobriram que sou escritor e por isso estão produzindo o vídeo comigo. Acredito que o resultado ficará bem interessante.

Além de uma longa entrevista, fizeram diversas tomadas comigo.  Desde eu lendo e escrevendo até eu indo para o prédio da empresa e eu em meu ambiente de trabalho. Estou bem curioso para ver o resultado.

Esse dia diferente me lembrou meus tempos de telejornalismo durante a faculdade de Jornalismo. Bateu uma nostalgia.....rs

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Kauê


Hoje às 18:08 a minha vida mudou para sempre e ganhou contornos mais coloridos...meu baby, o Kauê, chegou! =D

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Bienal do Livro de São Paulo 2012

Minha maratona literária: participar TODOS OS dias do evento

Oi, galera. Tudo bom?

Ando tão sumido daqui. Mas são por boas razões. Correria total. Olha este post, por exemplo. Faz uma semana que a Bienal do Livro de São Paulo acabou e eu ainda não escrevi nada sobre o assunto. O.o

Para não me repetir e falar mais uma vez sobre a Magia da Bienal ou a Bienal do Rio do ano passado, vou resumir a experiência de ter participado de TODOS OS DIAS da Bienal do Livro de São Paulo em 2012. O Anhembi (centro de convenções onde ocorre o evento) virou minha segunda casa do dia 09 ao dia 19 de agosto de 2012.

Faz tempo que me planejei para isso. Agendei minhas férias do trabalho para coincidir com o evento, elaborei camisetas com os personagens de meu livro para vestí-las durante toda a Bienal, arrumei as malas e fui para a diversão.

O Léo Lins é gente fina pra caramba!


Valeu a pena? Claro que sim! Vale porque para um escritor as coisas acontecem na Bienal do Livro! Você conhece melhor seu público e perde a inibição para falar com este público e apresentar melhor seu trabalho. É bom para perceber os públicos diferentes que frequentam o evento.

Tem a galera que adora ler e consumir literatura que vai no fim de semana para se divertir e conhecer as novidades; As visitas escolares ocorrem durante a semana, ou seja, jovens nem sempre ávidos por esse tipo de passeio e outros que até querem prestigiar alguns autores, mas não estão acompanhados dos pais que pagariam pelos livros de seus interesses; O movimento noturno durante a semana é bem fraco, mas tem sempre alguns gatos pingados que saem do trabalho para conferir o evento e comprar alguma coisa.

Tive a oportunidade de conhecer melhor o pessoal da minha editora, a Novo Século, e seus segmentos (comercial, assessoria de imprensa, etc.).

Participar de um evento desse porte é garantia de saldo positivo. Basta conferir os frutos que O Poder do Fogo está colhendo por causa disso:

- O Poder do Fogo foi o terceiro livro mais vendido do estande da Editora Novo Século na Bienal do Livro, segundo o blog da Folha de São Paulo. Confira a matéria clicando aqui.

- Também saiu uma matéria bem interessante comigo no Diário do Grande ABC. Confira o texto clicando aqui.

- Muitas pessoas que me conheceram no evento e não levaram o livro num primeiro momento estão entrando em contato comigo para saber como adquirí-lo e quem já leu está me cobrando uma continuação (algo parecido aconteceu na Bienal do RJ no ano passado....rs).

- Foi bacana perceber que muita gente curtiu as camisetas produzidas para o evento e mostraram-se interessadas em adquirí-las. A idéia é comercializá-las. Com certeza.

- Tive a oportunidade de conhecer o Léo Lins e parte da equipe do Agora é Tarde, um de meus programas de televisão preferidos, e gravar uma brincadeira com eles que, infelizmente, não foi ao ar....rs

É preciso ser rico para participar da Bienal do Livro?

O evento é caro, mas estava cheio...
Até agora falei do lado lindo e brilhante do evento. Mas tem o lado ruim que devo salientar.:/

A estrutura do evento é muito cara. Nem todo mundo abre mão do carro para ir de metrô e pegar o ônibus circular gratuito (que, aliás, no primeiro dia não tinha sinalização nenhuma para encontrá-lo na saída do metrô) para ir até a Bienal. O custo do estacionamento (R$ 30) é o preço de um livro.

Não sou da organização do evento, não sei de seus custos, mas para o evento se tornar mais acessível, o preço da entrada (R$ 12) poderia ser menor. É outro livro que o visitante irá deixar de levar.

Mas o mais terrível é a alimentação. Além de não aceitar diferentes formas de pagamento (vale refeição não tem vez na Bienal!), os preços para comer são muito altos. Um bom almoço pode chegar a R$ 40. E viver de lanche não faz bem pra ninguém. Ou seja, ou a pessoa come ou compra livros. O.o

Agora imagine um pai de família que leva a mulher e os dois filhos para passear por lá (de carro). É um passeio muito caro. Ele vai gastar facilmente mais de R$ 200 sem levar NENHUM livro. Acredite se quiser.

Quem falou em incentivo a leitura mesmo?

Enfim, essa é parte triste do evento porque você percebe as pessoas que gostariam de consumir mais livros e não possuem condições para tanto. 

Discute-se muito o real papel da Bienal do livro. É uma feira de descontos? É um local para turbinar vendas? Ou apresentar as novidades para os clientes?

Acredito que o ideal seria incentivar a leitura, mas nem sempre essa meta é a mais rentável. Pra se pensar.

Bom, ano que vem tem Bienal do Livro no RJ e a contagem regressiva para 2014 já começou. Afinal, é quando o evento retornará para a capital paulista. ^^

Até lá! \o/

domingo, 29 de julho de 2012

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

As lutas de Batman e Bane são brutais
O diretor Christopher Nolan brindou os fãs de quadrinhos, do Batman (e do bom cinema por que não?) com uma graphic novel cinematográfica. Sua interpretação realista e sombria do Homem-Morcego foi apresentada em filmes maduros e provocativos. Tudo começou com Batman Begins ("Não é quem eu sou por dentro, mas o que eu faço é que me define"), prosseguiu com Batman - O Cavaleiro das Trevas ("Morra como um herói ou viva o suficiente para se tornar o vilão") e termina (ou não?) com Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

A trama deste novo filme é relativamente simples, mas extremamente dependente das obras anteriores justamente por sua proposta de encerrar um grande arco de históiras iniciada em Begins (daí a importância de rever os filmes anteriores para não deixar passar os detalhes). 

Após os eventos mostrados no filme anterior, o Batman (Christian Bale) assumiu os crimes cometidos por Harvey Dent para não macular a imagem de cavaleiro branco que a cidade de Gotham tinha dele. A principal conseguência desta ação foi a criação de uma lei que garantiu a permanência na cadeia dos piores criminosos da cidade. Assim, Gotham City tornou-se um local praticamente livre de crimes que desfrutou por 8 anos de um período de paz.

Mas nem tudo são flores. Essa vitória do Batman foi totalmente sustentada sobre uma mentira. Mentira essa que assombra o Comissário Gordon (Gary Oldman) todos os dias. Sem a necessidade de um vigilante mascarado, o Batman nunca mais foi visto e Bruce Wayne tornou-se um ermitão que fica trancafiado em sua mansão. Entretanto, a chegada da gatuna Selina Kyle (Anne Hathaway) e do terrorista Bane (Tom Hardy) a cidade, forçam o retorno do Cavaleiro das Trevas à ação.

O filme mantém o nível dos anteriores. Ou seja, O Cavaleiro das Trevas Ressurge é aquela deliciosa exceção à regra de que todo terceiro filme de uma trilogia deixa muuuito a desejar. Vide exemplos como Superman 3, X-Men 3 ou Homem-Aranha 3. Também é complicado comparar esse terceiro filme com seu antecessor justamente porque O Cavaleiro das Trevas era um filme mais "fechado", pois não dependia tanto dos acontecimentos do primeiro filme. Se o terceiro ato não é melhor que o segundo, sem dúvida, é melhor que o primeiro e almeja a conclusão de todos os questionamentos levantandos anteriormente.

A gatuna Selina Kyle é uma das personagens mais fiéis aos quadrinhos

Não dá para falar muito sobre o enredo sem entregar spoilers, mas todos os personagens apresentados são muito bem utilizados como peças de uma grande engrenagem. A Mulher-Gato de Hathaway é fidelíssima aos quadrinhos. Ela possui um código de ética bem particular e você não sabe realmente quando ela está sendo sincera ou não. Selina possui diferentes facetas que são bem exploradas pelo roteiro.

Outro ponto forte é o Bane  de Tom Hardy. Ator e diretor pegaram um personagem secundário dos quadrinhos (apesar de este ter quebrado a coluna do Batman nas HQs) e lhe deram status de primeiro escalão. No filme, temos um adversário fisicamente a altura do Batman e taticamente desafiador. As cenas de luta entre ambos são fortes e tensas. Nada de músicas. Existe apenas o som de socos e urros. Seus segredos e seu passado dão o tom para explicar toda sua ira contra o herói de Gotham, mas uma reviravolta (e o filme é cheio delas!) no fim do filme lhe tira muito de sua força simplesmente Bane NÃO é o principal vilão do filme (e isso nao é spoiler!).

Uma pena Michael Caine aparecer tão pouco. Mas há pelo menos duas cenas entre Alfred e Bruce que talvez façam a platéia recorrer a um lenço.

E, se no primeiro filme, o batmóvel ganhou status de personagem, bem como a batpod no segundo, o terceiro filme pertence ao morcego, a bat wing dos quadrinhos na visão realista do diretor é uma aeronave que permite acrobacias incríveis também em baixa altitude.

O filme conta uma espécie de última história do Batman. Ela pode acabar aqui, mas também deixa pontas soltas para prosseguir com a história estabelecida. Mas será que valeria a pena? Haveria alguma trama realmente interessante para prosseguir do ponto de onde o filme parou? Eu não sei, mas que saímos do cinema com gostinho de quero mais, isso saímos!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Espetacular Homem-Aranha

O novo Homem-Aranha dos cinemas também tem um novo uniforme

Após uma trilogia financeiramente muito bem sucedida (mas cuja qualidade do roteiro caiu drasticamente no terceiro filme), a Sony, detentora dos direitos do personagem nos cinemas, resolveu reiniciar a franquia cinematográfica do aracnídeo com O Espetacular Homem-Aranha. Este quarto filme é um reboot, ou seja, ignora os eventos mostrados anteriormente e reconta a origem de Peter Parker (Andrew Garfield) com direito a um novo elenco, novo diretor e, portanto, uma nova abordagem do personagem.

A primeira vez que ouvi falar desta ideia de recomeçar a história do escalador de paredes na telona a seguinte pergunta me veio a mente: “Isso é mesmo necessário?” Após assistir ao filme, minha resposta é simples e direta: Não. Não era necessário. Em menos de 10 anos (o primeiro filme é de 2002), não havia a necessidade de mostrar mais uma vez Peter Parker sendo picado por uma aranha que lhe concede habilidades sobre-humanas e como ele aprendeu a dura lição de que com grandes poderes vem grandes responsabilidades.

Mas, por outro lado, entendo a preocupação do estúdio em desvincular esta nova (possível) trilogia da anterior. A forma encontrada pelos roteiristas para revisitar a história de origem do Homem-Aranha é mostrar a falta que os pais de Peter fizeram na vida do rapaz quando eles o deixaram ainda pequeno aos cuidados de seus tios. Uma aposta arriscada, uma vez, que isso nunca foi muito bem explorado nos quadrinhos. Lembro-me de uma versão das HQs em que os pais de Peter eram mostrados como espiões (em uma tentativa frustrada de justificar o espírito de herói do futuro Homem-Aranha).

O fato é que a história dos pais de Parker permanece desinteressante nos cinemas. E, por reapresentar (mesmo que de uma forma diferente) eventos já mostrados no filme original de 2002, essa nova origem do Aranha é apressada e nem de longe tão saborosa quanto a vista antes. Então, não adianta esperar por cenas memoráveis como um beijo de ponta cabeça, por exemplo.

O carisma do casal é um dos pontos fortes do filme

Mas o filme não possui apenas pontos fracos. Ele possui diversos pontos fortes sendo que o principal deles é o elenco. Se o foco não está na criação do lançador de teias do herói, ele está no drama dos personagens. O melhor exemplo disso é o tio Ben interpretado por Martin Sheen. Ele nem precisa dizer que grandes poderes trazem grandes responsabilidades, pois essa máxima já está implícita em seu discurso e em suas atitudes. Um homem simples de fortes valores (me lembra um certo fazendeiro do Kansas) é disparado o melhor personagem do filme.

Destaque mais que merecido para o protagonista Garfield (confesso fã do personagem) que manda muito bem nas cenas dramáticas e nos apresenta um Peter Parker mais semelhante ao dos quadrinhos. Fisicamente mais esguio e um tirador de sarro que lança mais piadas do que teias contra seus adversários. Diferente do Peter Parker de Tobey Maguire que era mais inocente, o Parker de Garfield é mais ousado e absurdamente inteligente. Esse intelecto elevado é uma de suas qualidades que chama a atenção da igualmente brilhante Gwen Stacy. (Emma Stone) O carisma deste par românico é um dos pontos altos do filme. Soa tão natural que transcendeu as telas (os dois atores se tornaram namorados na vida real após as filmagens).

O vilão da vez é o Dr. Curt Connors (Rhys Ifans), antigo colega de trabalho do pai de Parker e um visionário cientista, que trabalha em uma pesquisa sobre a fusão de espécies. Utilizar a habilidade de um animal para suprimir uma deficiência de um humano, por exemplo. Connors tem um interesse especial no êxito da pesquisa, pois não possui um dos braços. Se os interesses do doutor são nobres, os planos de sua contraparte reptil, o Lagarto, não fazem o menor sentido (infestar Nova York com uma horda de répteis?). Esse antagonista garante um desafio intelectual para Parker e cenas espetaculares de ação durante as lutas contra o Homem-Aranha. Vide a cena do colégio.

O foco sobre poucos personagens é outro ponto a favor do filme. Isso garante um bom espaço para cada um deles e os relacionamentos entre si. Assim, temos destaque para Peter, Connors, Gwen e o pai da garota, o Capitão Stacy (Denis Leary) (o outro personagem bacana do filme ao lado do tio Ben), que ao mesmo tempo é o “sogro” de Peter e o homem responsável por expedir um mandado de prisão para o “vigilante mascarado conhecido como Homem-Aranha”.

Aliás, o policial é peça chave na minha cena favorita do filme. Aquela em que a polícia consegue abater o Homem-Aranha e este é obrigado a lutar contra a polícia de Nova York desmascarado e cobrindo o rosto para não ter a identidade reconhecida. Ela mostra bem o espírito do filme. Um garoto com grandes habilidades tentando fazer a coisa certa, mas que é mal compreendido pelos “oficiais” defensores da lei.

Entre pontos fortes e fracos, o saldo do filme é positivo, pois não deixa de ser um bom programa de entretenimento. Não é ruim como Homem-Aranha 3, mas está quilômetros atrás de um Homem-Aranha 2, por exemplo. Mas agora as expectativas aumentam. Sem a necessidade de recontar origens, o futuro dessa nova empreitava do herói nos cinemas é promissor.