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quinta-feira, 8 de março de 2012

Just Livros



Postagem dupla no Just Livros

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Bom dia, galera!!!\o/

Em primeiro lugar, parabéns, meninas, pelo dia Internacional da Mulher!!!

Em segundo lugar, tenho que agradecer a Amanda Nello, blogueira do Just Livros, pela dupla postagem sobre O Poder do Fogo. Devido a uma total falta de tempo dos últimos dias, não fiz a clipagem de tais postagens por aqui. Erro corrigido neste instante!

Para conferir a resenha da Amanda, clique aqui.

Também não deixem de conferir a entrevista feita comigo, clicando aqui.

Comentem! \o/

quinta-feira, 1 de março de 2012

Vício de Leitura



Will do Vício de Cultura

Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHbOH92gf9smlhPW1ukH3ZMkKQy1vpNEcnQEEaOrELsF1RPGNTZdmXp-4D_DNGG0rbvIWMxFM-i43UZuCGkECwKGKcCWIVQb8iUaN7QB97rLGmFIzWm64e8MvhW-DTjm5kpJIvgWFIFA/s220/100_5413.JPG



Fala, galera! Tudo bom?

Andei sumido... falta total de tempo... estou aqui hoje pra divulgar mais uma resenha que saiu na net sobre O Poder do Fogo.

Lembram-se do Will do The Five Book Club? Então, ele tem um blog chamado Vício de Cultura (gostei desse nome!) e publicou uma resenha ontem.

Confiram clicando aqui e não deixem de comentar! =D

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Nas Próximas Páginas



Nas Próximas Páginas

Imagem: http://www.brimg.info/uploads/3/50af3bed49.png



No último fim de semana, descobri uma nova resenha de O Poder do Fogo na internet. O texto é da Raah (Raiza Varella), responsável pelo blog literário Nas Próximas Páginas.

Confiram o texto clicando aqui e não deixem de comentar.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Amor e Outras Drogas



Cartaz do filme

Imagem; http://omelete.uol.com.br/images/galerias/Love-and-Other-Drugs/Poster.jpg


Uma crítica a indústria farmacêutica e ao sistema de saúde norte-americano. Um conto sobre um rapaz desaprovado pelos pais. Uma comédia romântica. Um retrato dos anos 90. Uma bela história de amor. O filme Amor e Outras Drogas tenta ser um pouco de tudo isso aí, mas não obtém êxito em todos esses aspectos. Enquanto algumas de suas facetas não funcionam muito bem, outras, por outro lado, chegam até mesmo a nos surpreender.

O filme, que se passa durante os anos 90, nos apresenta a Jamie Randall (Jake Gyllenhaal), um vendedor de uma loja de produtos eletrônicos de quinta categoria, extremamente carismático e conquistador que perde o emprego. Em um jantar em família, descobrimos que ele pertence a uma família abastada cujos integrante são todos bem sucedidos (com exceção dele que não para em um único emprego). Por meio de um contato do irmão mais novo, ele entra para uma turma de vendedores trainees da Pfizer.

Vislumbramos o terrível mundo competitivo das indústrias farmacêuticas que tentam a todo custo fazer com que os médicos receitem os seus produtos. Nesse contexto, o filme avança mostrando as conquistas amorosas de Jamie e seu aprendizado como vendedor de produtos da Pfizer. Durante as investidas do personagem para que um médico influente receite o Zoloft ao invés do Prozac da concorrência, ele conhece Maggie Murdock (Anne Hathaway), uma paciente precoce de Parkinson. Assim como Jamie, Maggie também é adepta do sexo casual. Ela foge das amarras de um relacionamento amoroso e todos os poréns que um namoro traz consigo.

E é nesse ponto que o filme ganha seu maior triunfo. Quando a química mágica entre Gyllenhaal e Hathaway preenche a tela, os problemas da indústria farmacêutica ficam em segundo plano (provavelmente uma tentativa do diretor de suavizar a questão). Mas quem se importa com Prozacs e Zolofts quando o que prende o espectador é descobrir se Jamie e Maggie ficarão juntos ao final do filme?

Quando a Pfizer lança o Viagra e este torna-se um tremendo sucesso, o filme ganha oportunidade para inúmeras gagues e balanceia o humor das situações que envolvem o consumo da mágica pílula azul e os obstáculos que se apresentam no caminho do relacionamento de Jamie e Maggie.

A história de amor do casal está repleta de clichês e até mesmo algumas cenas piegas (talvez por já terem sido utilizadas a exaustão pelo cinema), mas as atuações de Gyllenhaal e Hathaway são tão sinceras que isso não faz a menor diferença. Particularmente, curto o trabalho do Gyllenhaal desde Donnie Darko.

Quando o sexo casual perde aquele frescor do início, Maggie abaixa a guarda e admite suas fragilidades, nem Jamie pode resistir. Você pode ser o maior conquistador do planeta, mas quando conhece a pessoa certa, não há escapatória: você é vítima de uma certa droga para a qual indústria farmacêutica nenhuma no mundo tem cura. ;-)



Trailer oficial

sábado, 28 de janeiro de 2012

Eu Li e Divulgo


A blogueira Jess Polato

Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgk3CAzKnFhiSRQ-SSS1qQXYReqpELlY-RrAu3hb_Q84iqOlYD-eSmNpciuG9o_zBt2fJKUUwilGxFuvL1v4TwJxhegYxto9Uts_AvD-TZNaGl5lphEJwW-ImrZY-wjwLn7xzgtDTB6eHc/s1600/FGF.jpg


Bom dia, pessoal. Tudo bom?

Descobri uma nova resenha na net de O Poder do Fogo. Texto escrito pela Jess Polato do blog Eu li e Divulgo. Confira as opiniões dela a respeito do livro clicando aqui.

Não deixem de comentar. ^^

Bom fim de semana a todos! \o/

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Missão: Impossível - Protocolo Fantasma



Pôster do filme

Imagem: http://www.cinematrilha.com/wp-content/uploads/2011/12/Miss%C3%A3o-Imposs%C3%ADvel-Protocolo-Fantasma.jpg

Uma das grandes sacadas de Tom Cruise em toda sua carreria foi ter transformado um cult seriado de TV antigo em franquia cinematográfica. Assim nasceu Missão: Impossível para os cinemas. E, com o detalhe de cada filme possuir um diretor diferente, a franquia se renova a cada episódio.

Não é diferente com este quarto filme Missão: Impossível - Protocolo Fantasma. O diretor Brad Bird (das animações da Pixar como Os Incríveis e Ratatouille) imprime um novo fôlego a cinessérie com suas tomadas alucinantes e até mesmo um humor que não estava presente nos episódios anteriores. Para confrontar o desgaste natural que a série sofre com os anos, Bird inseriu aquele humor para rir de si mesmo. Das mensagens que não se auto destroem em 5 segundos às bugigangas tecnológicas que deixam os espiões na mão nos momentos mais decisivos, situações engraçadas não faltam, mas sem jamais quebrar o ritmo da narrativa.

Diferente de Missão: Impossível 2 que mostrava um Ethan Hunt (papel de Cruise) bonzão em tudo, aqui os espiões são falíveis. Os planos não são perfeitos e o acaso está mais presente do que nunca. Isso parte já da premissa do roteiro. Quando a IMF invade o Kremlin durante um atentado e levam a culpa pelo ocorrido, o secretário decreta o protocolo fantasma. Sem apoio, sem autorização e sem escolha Hunt e sua equipe presiam cumprir sua missão.

Esse enredo permite aquela viagem pelo globo com diferentes "missões impossíveis" a serem cumpridas. E dá-lhe Brad Bird e sua imaginação sem limites da animação com cenas de ação de verdade. Tais como perseguições em tempestades de areia, escalada ao prédio mais alto do mundo ou uma luta dentro de um estacionamento modernoso de veículos.

Pode não ser melhor que o terceiro filme da franquia, mas está a quilômetros do segundo filme cujas reviravoltas resumiam-se a máscaras de borracha que ocultavam a identidade de alguns personagens.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A Batalha dos Deuses



Capa da antologia

Imagem: http://www.novoseculo.com.br/config/imagens_conteudo/produtos/imagensGRD/GRD_571_Sem%20t%C3%ADtulo.png


A idéia dessa antologia é sensacional: a humanidade criou os deuses a sua imagem e semelhança ou seria o contrário? Se um Deus único assumiu o lugar principal no coração dos homens, para onde foram os grandes deuses do passado?

Em busca de respostas (e diversão), um grupo de autores revisitaram diferentes mitologias para narrar em seus contos a silenciosa guerra pela fé da humanidade.

Obviamente, como toda coletânia de contos, os textos divergem em qualidade, abordagem e público. Ou seja, haverá textos que te tocarão mais que outros. Afinal, a experiência de cada leitor é única.

Todos estão muito bem escritos e somos apresentados a ótimas premissas que são excepcionalmente bem executadas em alguns contos e nem tanto em outros (pelo fato de imaginarmos algo e o autor serguir por caminho completamente diferente, às vezes menos interessanto do que o esperado a princípio).

A impressão nítida de que alguns temas repetem-se pode incomodar, mas é nesse ponto que surgem os diferenciais que revelam os melhores contos. A Menina que Olhava, de Albarus Andreos, foi o conto que mais me arrepiou. A história apenas faz sentido (e revela toda sua relação com a mitologia egípcia) em seu final; O Legado Annunaki, de Márson Alquati, foi o conto que me surpreendeu. Ele narra as origens dos deuses astronautas por meio de liberdades criativas em que o autor habilmente molda determinados fatos históricos (e alguns bíblicos) para contar sua trama; Já o meu conto preferido, sem dúvida, é O Carvalho e o Visco, da autora Simone O. Marques. Nele, a narração em primeira pessoa de um bardo nos revela detalhes da queda dos deuses celtas perante a chegada do Deus único cristão.

Enfim, a primeira antologia de contos da Editora Novo Século e organizada por Juliano Sasseron (aliás, o prefácio de Sasseron é sensacional) é leitura recomendadíssima!!!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras



Pôster do filme

Imagem: http://omelete.uol.com.br/images/galerias/Sherlock-Holmes-2/poster-final-em-portugues.jpg


Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras é a esperada sequência de Sherlock Holmes, de 2010, filme que trouxe ao público uma versão modernosa do imortal personagem de Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930). O detetive sisudo da literatura dá lugar a um homem brilhante cuja inteligência lhe rende vantagens até mesmo em combates físicos. Egocêntrico e genial, o Holmes interpretado por Robert Downey Jr. beira a loucura e cativou a audiência a ponto de ganhar esta continuação.

Diferentemente do primeiro filme que apresentava um duelo entre ciência e magia, essa nova produção lança a lógica contra a lógica ao apresentar o arquiinimigo de Holmes na literatura, o professor Moriarty (interpretdo pelo talentoso Jared Harris), como o grande desafio a ser combatido pelo detetive inglês.

Os diálogos entre Holmes e Watson (Jude Law) continuam sendo a melhor parte do longa, mas diversos pontos falhos do primeiro filme são corrigidos desta vez. Ao invés de um terceiro ato pomposo e repleto de cenas desnecessárias, aqui temos diferentes cenas elaboradas diluídas por todo o roteiro. O mesmo acontece com a investigação. No primeiro filme, toda a explicação do mistério é vomitado sobre nós no fim do filme. Na sequência, as dicas são mostradas ao longo de todo o filme para a platéia juntar as peças do quebra-cabeça junto com o protagonista.

O recurso de mostrar a "maldição" de Holmes (antever os movimentos dos inimigos em um combate para depois colocá-los em prática) é utilizado de formas diferentes para não desgastar-se. Destaque para o clímax da maravilhosa cena de xadrez entre Holmes e Moriarty em que os adversários intelectuais revelam suas respectivas jogadas ao longo do filme para sobrepujar seu adversário.

Alguns podem reclamar da nova roupagem aventuresta de Holmes no cimema, mas é inegável o charme e frescor que essa nova franquia concede ao secular personagem literário.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Silêncio que eu tô lendo!



Clícia Godoy!

Imagem: http://i.imgur.com/bWY9e.jpg


Saiu mais uma resenha fresquinha de O Poder do Fogo!!! O texto é da Clícia Godoy do blog literário Silêncio que eu tô lendo! (Até o nome do blog já diz muito sobre a autora, uma show woman dos eventos que organiza e - na minha opinião - uma comediante stand up com muito potencial =D)

Confira as levadas divertidas do texto da Clícia, clicando aqui.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Estátuas de Sal



Capa da obra

Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiFaUpJ-T4PzgcIkub7-_HTUZW-EDdyYND72VhLwPgqio6MvYUR3r2jmjew8f1hmHyaUUSv5Oz1VbfdK68JxloGKBXv8d4KlJWMKibwg-izUk1tekiOB1YEdwAaji6qsUJYiVoNsdEAN8/s1600/capa.JPG



"Dez anos depois que Deus destruiu São Paulo....". Assim começa a sinopse arrebatadora de um dos melhores livros que li em 2011: Estátuas de Sal de André Cardinali.

O romance de estréia do paulista de Piracicaba André Cardinali narra um suspense que revisita a história de Sodoma e Gomorra. Em um futuro não muito distante, Deus destruiu São Paulo devido aos pecados cometidos por seus habitantes. Todos agora temem um Deus que pode manifestar sua ira novamente a qualquer instante. Nesse novo mundo, conhecemos Alice, uma jovem que decide investigar a morte do pai que a jovem não acredita ter se suicidado. Sua jornada a levará à cidade proibida de São Paulo e à surpreendentes descobertas.

O texto de Cardinali é gostoso de ler e traz ótimas sacadas. Além de belas mensagens sobre o amor, o sentido da vida e a existência de Deus. Para exemplificar o que estou dizendo, segue abaixo o meu trecho preferido:

"Como te disse antes, também estou tentando entender este mundo. E depois de pensar muito comigo mesma sabe o que descobri?! Que sozinha nunca vou descobrir nada! Não importa o quanto eu tente, o que sei é o que sei, nada aumenta isso, nem que eu pesquise, estude todas as ciências. A ciência não responde perguntas desse tipo. Pode avaliar uma lágrima em todas as suas medidas e componentes, mas não se é de alegria ou de tristeza. Pode até descobrir como foi criado o universo, entender o Big Bang, mas não vai responder por que ele foi criado. E eu penso.... Talvez cada um de nós saiba um pequeníssimo pedaço da verdade... Porque eu aprendo com o outro o que é o amor, o que é felicidade ou o que é saudade. Por isso, a solução pra entender a vida pode ser buscar no outro o que não sabemos. Penso eu que esse é o motivo para estarmos todos aqui, porque somos incompletos e precisamos do outro para nos completar. "

A habilidade narrativa de Cardinali fica evidente em diversos momentos que a protagonista segue sozinha em sua jornada. Nesses instantes, não existem diálogos. Somente o leitor e os pensamentos conflitantes da protagonista. Tais passagens poderiam tornar-se enfadonhas e maçantes nas mãos de um escritor menos talentoso. Porém, é nesse ponto que, assim como um escultor que sabe muito bem o que deseja, Cardinali revela toda sua verve.

André Cardinali é um autor do selo Novos Talentos da Literatura Brasileira da Editora Novo Século. Não deixe de conferir. Leitura recomendadíssima!!!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Imortais



Pôster do filme

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Quem acompanha meu blog e meus escritos, está careca de saber que curto a Mitologia Grega. Seja por sua diversidade de temas e/ou personagens cativantes que apresenta. Natural então que filmes que bebam dessa maravilhosa fonte chamem minha atenção. Imortais é mais um que entra para a lista dos filmes que tinham tudo para serem bons, mas que não empolgaram no fim das contas.

Imortais narra a história de Teseu (Henry Cavill), um humilde camponês que sofre preconceitos por não saber quem é seu pai, pois a mãe dele foi estuprada e ninguém quis se casar com ela. Devido a vida que leva, ele não acredita nos deuses gregos que sua mãe tanto venera. Ele também é um guerreiro habilidoso, pois possui um mestre misterioso que o ensinou a arte de lutar. A jornada de Teseu começa quando este cruza o caminho de Hiperion (Michey Rourke), um homem que busca vingança contra os deuses pela morte de sua família. Hiperion deseja obter o mítico Arco de Épiro, uma arma capaz de libertar os Titãs, um mal ancestral capaz de fazer frente aos poderosos deuses gregos.

Para mim, o principal problema do filme (e que, por isso, compromete toda sua estrutura) é seu ritmo. O filme é muito "não-linear". Em alguns momentos, se arrasta, em outros acelera. Alterna cenas lindas com outras de violência exagerada.

Os deuses gregos são extremamente apáticos devido a uma regra imposta por Zeus de que os deuses não devem interferir diretamente na vida dos seres humanos. Zeus é até mesmo capaz de matar seus filhos do que fazer algo para deter o avanço do vilão do filme. Atitude tão sem lógica quanto as atitudes de Hiperion.

O excesso de personagens também impede a platéia de se afeiçoar a algum personagem específico. Mesmo porque os dramas de Teseu e da sacerdotisa do oráculo (Freida Pinto) não sustentam o filme sozinhos nem de longe.

As batalhas são divertidas. Em especial as que os deuses gregos atuam, porém o uso desenfreado do recurso para mostrar que os deuses são mais rápidos que os mortais ou os Titãs torna-se maçante.

São poucas as cenas que realmente me empolgaram. A minha preferida é a que Poseidon decide intervir no destino de Teseu. "O mar sempre foi imprevisível", proclama o Deus dos Mares. Ação, tensão e trilha sonora unem-se perfeitamente nesse momento.

Saí do cinema com aquela sensação de "esperava muito mais". Se for para assistir algo digno ao transpôr a mitologia grega para as telonas, eu fico com o Fúria de Titãs original.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Fun´s Hunter



Logo do blog

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Boa noite, pessoas!!!

Mais uma resenha de O Poder do Fogo na net. Agora a opinião procede do blog Fun's Hunter!

Confira o texto clicando aqui.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Palhaço



Selton Mello é o palhaço em conflito Pangaré

Imagem: http://omelete.uol.com.br/images/galerias/O-Palhaco/O-Palhaco-poster-07Jul2011.jpg


Conferi no último fim de semana o segundo filme dirigido por Selton Mello: O Palhaço. A produção é uma linda homenagem a arte do circo, em especial (obviamente) a arte de fazer rir, ao mesmo tempo que mescla referências a grandes cineastas e traz aquele frescor tipicamente brasileiro ao narrar as aventuras e desventuras de um grupo de artistas circences pelo interior do país durante a década de 70.

A trama central do filme não é original, mas a forma como é narrada certamente sim. Benjamin (Selton Mello) é o palhaço Pangaré. Ele é filho do dono do circo e também palhaço Puro Sangue (Paulo José). Sempre que o circo chega a uma nova cidade, ele precisa decorar o nome do prefeito e da primeira dama, do maluco da cidade e providenciar tinturas de cabelo, medicamentos e até alças de sutiens para os artistas. Enfim, ele vive tão atribulado cuidando do circo do pai que não tem tempo para si. Como muito bem colocado pelo protagonista (até mesmo no trailer): "Eu faço os outros rirem, mas quem vai me fazer rir?"

Benjamin é um palhaço em conflito. Ao que parece, ele nasceu no circo e tornou-se palhaço para seguir os passos do pai, mas nunca teve a oportunidade de escolher tal profissão. Esse dilema o levará a repensar sua real vocação para a arte do circo. Muitas tramas do filme ficam subentendidas, pois não são escancaradamente explicadas. (O que certamente incomodará a platéia acostumada com tiros e explosões.) Os diálogos do próprio protagonista são sempre breves justamente para mostrar seu lado reservado.




Benjamin é um palhaço que não compreende a arte de fazer rir

Imagem: http://omelete.uol.com.br/images/galerias/O-Palhaco/O-Palhaco_01.jpg


Enquanto a relação de Benjamin e seu pai não vai muito bem, os outros membros da família do circo estão em harmonia e rendem os bons momentos de comédia. Metendo-se em encrencas dos mais variados tipos (gostaria de vê-los em mais situações desse tipo no filme, mas isso tiraria o foco do personagem principal), seja um almoço recheado de interesses na casa de um prefeito ou precisando de um auxílio de dois irmãos mecânicos que estão brigados há mais de 15 anos (!), o filme rende boas risadas. Daquelas que um amigo engraçado nos arranca no dia-a-dia. Sem apelação ou baixaria.

As participações especiais de ícones do humor brasileiro são um bônus a parte. Difícil é eleger a melhor. Tem que assistir a cena de Moacir Franco como um delegado contrariado de uma cidadezinha do interior pra entender o que estou dizendo.

Sem estragar as surpresas do filme, a cena que Benjamin sorri de verdade pela primeira vez e outra tomada em que ele percebe que as pessoas precisam de artistas que as façam rir são sublimes e emocionantes. Apesar de introspectivo, o filme tem diálogos muito espertos, inclusive alguns daqueles que nos fazem ficar dias pensando a respeito. O mais marcante, sem dúvida, é o do pai de Pangaré para seu filho: "Meu filho, todo mundo tem que fazer o que sabe fazer. O gato bebe leite. O rato come queijo. Eu sou palhaço. E você?"

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Anjo Negro



A capa da obra é bem chamativa

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Londres. Século XVII. Uma anja se apaixona por um médico e do fruto desse amor proibido nasce Darian. Quando chega a adolescência, o rapaz descobre que possui a visão dos dois mundos. Ele pode ver tanto os seres humanos quanto os espíritos que vagam perdidos por aí. Darian também fica sabendo que sua mãe fora castigada a condição de ser humana por ter caído de amores por um ser humano. Porém, ela continuava enxergando almas que a atormentavam. Perturbada, ela cometeu suicídio. O que é um terrível crime espiritual. Por isso, ela foi condenada por toda a eternidade a viver no Vale dos Suicidas, um lugar onde nenhum espírito encontra a paz e continuamente revive o momento de sua morte.

Darian recebe então a seguinte proposta de um Arcanjo: recolher em uma caixa angelical 10 mil almas perdidas (que queiram ser salvas) para aliviar o sofrimento de sua mãe. Por outro lado, ele recebe uma contra-proposta de um demônio: utilizar as 10 mil almas em troca da liberdade da alma de sua mãe. Esse dilema é o ponto de partida de Anjo Negro, primeiro romance da mineira Mallerey Cálgara pelo Selo Novos Talentos da Literatura Brasileira da Editora Novo Século.

O texto é ágil e rápido porque a autora não emprega um vocabulário rebuscado e por ser curto (pouco mais de 200 páginas). Acreditava que o tamanho da obra fosse algo a ajudar no trabalho de revisão, mas pelo contrário, é possível detectar alguns erros ortográficos e gramaticais que passaram despercebidos. Nada que atrapalhe a leitura, mas que incomoda um pouco.

A autora também utiliza um recuso divertido que alterna o ponto de vista do narrador. Primeira pessoa x terceira pessoa. Isso é muito legal quando utilizado com cuidado e discretamente. Por exemplo, de um capítulo para outro. Só acho que isso possa confundir o leitor quando ocorre de um parágrafo para outro, pois a mudança do ponto de vista do narrador é muito brusca. Isso desvia a atenção do leitor para a forma como o texto está sendo escrita em detrimento da narrativa que é o mais importante.

Em relação a trama, a questão do amor entre mãe e filho me lembrou um pouco o primeiro volume da série Percy Jackson e os Olimpianos, O Ladrão de Raios, em que Percy precisa resgatar sua mãe de Hades, o deus do mundo dos mortos da rica Mitologia Grega. O que me agrada porque a diferencia de um tradicional amor platônico entre um casal.

Após o treinamento de Darian para enfrentar demônios e encontrar as almas que deve resgatar, a narrativa torna-se "episódica", ou seja, em cada capítulo apresenta um caso que ele investiga com o auxílio de sua anja da guarda, Hadji. Como em uma série de teve ou episódio de algum desenho animado. Essa parte do livro é interessante porque por meio das histórias das almas perdidas belas mensagens são transmitidas. É claro que a qualidade de cada história varia. Em algumas tramas ficamos surpresos com os enredoss. Já em outras a resolução de um problema a princípio complexo é deveras simplista. Resumindo-se a uma conversa entre Darian e a alma que está causando problemas.

Há uma importante ressalva a fazer: apesar de nos ser dito que a história de Darian se passa na Londres do século XVII anos após a Peste Negra, ela poderia se passar nos dias de hoje e em qualquer outro lugar do mundo. Por dois motivos: 1) O linguajar dos personagens não é o mesmo de pessoas que viveram naquela época. Todos os personagens falam iguais a pessoas que vivem nos dias de hoje. Inclusive falando gírias. 2) Não há descrições de Londres e nem todos os personagens possuem nomes em inglês (não que isso seja regra), mas isso permite que possamos imaginar a história se passando nos anos 2000 em uma grande cidade do Brasil, por exemplo.

Por outro lado, toda a descrição que autora não fez da Londres do século XVII, ela utiliza para dar vida ao Vale dos Suicidas e ao inferno imaginado por ela. Tal lugar mescla religião e mitologia grega muito bem. Os últimos capítulos do livro são extremamente bem descritos e o inferno torna-se muito palpável para nós. Em especial, a sensação desoladora que o lugar transmite ao protagonista.

Sem spoilers, basta dizer que o final do livro é surpreendente e deixa um tremendo gancho para uma continuação, pois diversas sub-tramas ficam sem finais e a última cena do livro pára na metade. O que pode frustar alguns, para outros (o meu caso) deixa a imaginação livre pra interpretar de diversas formas o que aconteceu no fim do livro.

Fica aí uma sugestão de literatura fantástica 100% nacional!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Homem do Futuro



"Esta noite, eu vou mudar o mundo!"

Imagem: http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/08/o-homem-do-futuro-01-g.jpg


Não é segredo pra ninguém que o cinema nacional ganha cada vez mais força. Percebemos esse processo de várias formas. Uma delas é a diversificação dos gêneros apresentados pela produção cinematógrafica nacional. Os filmes de polícia e favela podem ainda chamar mais atenção por mostrar a nossa dura e cruel realidade. Até mesmo podem ser o carro chefe dessa produção atual, mas não são o único produto nos oferecido nas prateleiras dos supermercados cinematográficos. Ainda bem.

Um ótimo exemplo dessa nova safra é O Homem do Futuro, uma ficção científica com pitadas de comédia romântica. Na medida certa, o filme discorre sobre viagens no tempo e paradoxos temporais, mas não exige demais da platéia. É inteligente, mas despretencioso.

Wagner Moura (cada ano que passa dividindo com Selton Melo o panteão das melhores fitas produzidas por estas bandas) interpreta Zero, um cientista ranzinza e infeliz que busca uma nova fonte de energia. Acidentalmente, ele cria um buraco de minhoca que o lança 20 anos no passado. Justamente no pior dia de sua vida: o dia em que ele perdeu o amor da vida dele!

Diante da possibilidade de alterar seus erros, quem não ficaria tentado a corrigí-los e garantir um futuro "perfeito"? Oras, esse é justamente o grande dilema das viagens no tempo das produções de ficção científica.




A cena do baile é uma das homenagens a antológica trilogia De Volta para o Futuro

Imagem: http://fabianacamilo.files.wordpress.com/2011/09/rtemagicc_o_homem_do_futuro_txdam8021_f9e52d.jpg


Entretanto, qualquer alteração do passado (por menor que ela seja) produz resultados imprevisíveis. Assim, o "novo futuro" de Zero pode ser pior do que a triste realidade que ele tentara evitar. Com o caos estabelecido, cabe ao protagonista solucionar todo essa confusão temporal.

Destaco a trilha sonora do filme. Impecável. Com músicas internacionais e nacionais que empolgam e ajudam a criar o clima das duas épocas retratadas no filme (início da década de 90 e fim da primeira década do século 21).

A atuação de Wagner Moura é irretocável. Ele interpreta três personagens diferentes (o cientista infeliz do começo do filme, o Zero jovem e o personagem mais autoconfiante e sereno do futuro) e consegue dar a eles toques muito especiais. Até mesmo as vozes são diferentes!!!

A Alinne Moraes está linda como nunca e justifica toda a trama do filme, afinal a personagem dela é justamente o objeto de adoração do protagonista e a razão de todas as loucuras temporais que ele faz.

De brinde, ainda temos homenagens a antológica trilogia De Volta para o Futuro (o protagonista cantando no palco e o baile a fantasia são as principais).

Se eu tiver que eleger um defeito no filme, eu diria que devido ao fato do tema "viagem no tempo" já ter sido bastante explorado no cinema americano, o roteiro pode ser previsível em alguns pontos. Porém, com maestria, o enredo se aproveita de tal sensação para nos fazer rir das situações improváveis que o personagem de Moura é colocado.

Fica a sugestão para conferir esse filmão. Cinema puro. Com atuações bacanas, trilha sonora arrebatadora e atitudes que nos fazem pensar o que poderia ter acontecido se eu ou você tivéssemos feito escolhas diferentes em determinados momentos de nossas vidas.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Lanterna Verde



Hal Jordan, o primeiro Lanterna Verde humano

Imagem: http://omelete.uol.com.br/images/galerias/lanterna-verde/poster-hal-jordan-brasil.jpg


Após diversas idas e vindas, finalmente, o personagem dos quadrinhos Lanterna Verde chegou aos cinemas. Ele é um personagem do primeiro escalão da DC Comics (editora do Superman, Batman e cia) e talvez um dos que mais possua apelo cinematográfico. Afinal, LV é pura ficção cientfícia.

Os Lanternas Verdes são guardiões que protegem toda a galáxia. Ao todo são 3600 lanternas patrulando os mais longínquos setores da galáxia. Seus poderes? Nada mais, nada menos que a arma mais poderosa do universo: um anel capaz de canalizar a energia verde da força de vontade. A extensão dos poderes do usuário do anel dependem simplesmente do tamanho de sua imaginação.

Por mais estranho que possa parecer, todo esse contexto das histórias em quadrinhos que deveria ser o mais difícil de transpor para as telonas, foi feita com muito esmero. Oa, o lar dos Guardiões do Universo (criadores da Tropa) e centro do universo, é belo e fantástico nos mais diversos aspectos.

Os construtos do anel funcionam muito bem na tela. Inclusive, as batalhas de construtos (em especial na cena de treinamento de Hal Jordan) são as melhores passagens do filme. E aí esta justamente o problema!



Os construtos do anel são a grande diversão do filme

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Oras, se as melhores partes do filme são aquelas com efeitos especiais...cadê o roteiro? E as atuações? Está tudo lá, mas sem o mesmo brilho do construtos esmeraldas.

A história resume-se ao enredo de origem tradicional: herói, vilão e mocinha. E as boas atuações ficam a cargo de personagens secundários tais como Sinestro (Mark Strong) e Hector Hammond (Peter Sarsgaard).

Assim, temos um Lanterna Verde que morre na terra e encarrega seu anel de encontrar um sucessor. O anel escolhe um humano arrogante e irresponsável chamado Hal Jordan (Ryan Reyolds), um piloto de testes. Nem mesmo Hal acredita que possa ser um bom Lanterna Verde, mas lhe é dito que o anel nunca erra e é capaz de enxergar algo que ninguém mais tenha visto. Daí em diante segue-se a jornada do herói em busca de superação para vencer seus medos internos e externos.

Confesso que tinha um grande preconceito contra Ryan Reynolds para intérprete do protagonista Hal Jordan. Mas tal preconceito é o mesmo que a Tropa dos Lanternas nutre por um humano torna-se um novo portador do anel. Se Ryan não tem aquele diferencial como ator, também não atrapalha.

Outro ponto que possa ter tirado do filme todo seu potencial é o seu grande mal a ser vencido: o vilão Parallax, a energia amarela do medo. Esse vilão é inteiramente feito por computação gráfica e não cria empatia com o público. Resume-se a uma cabeça gigante com tentáculos. Ou seja, além de não nos meter medo, o vilão por pouco não faz a platéia rir.

Efeitos especiais primorosos já não são mais sinônimos de bons filmes como antigamente. Lanterna Verde não é um filme ruim. É apenas bom. Se tivesse sido lançado há uns 5 anos ou mais, teria sido excelente. Mas após o mercado cinematográfico ter tornado os filmes de super-heróis praticamente em um novo gênero, o nível de exigência sobe. E muito. Especialmente, após filmes como X-Men 2 e Batman - O Cavaleiro das Trevas.

A platéia não quer mais e tão somente pancadaria entre heróis e vilões. Ela quer também roteiros instigantes com personagens cativantes e surpreendentes. E estes são elementos que ficaram de fora deste primeiro longa metragem do gladiador esmeralda.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Insensato Coração



O mau caráter Léo

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Hoje vou abrir uma exceção para fazer algo inédito por aqui: falarei de uma novela! Isso mesmo! Em geral, falo sobre livros, revistas e filmes. Mas na atual novela global das nove existem (pelo menos) três personagens muito bons para não aparecerem por aqui.

Em primeiro lugar, preciso esclarecer que não tenho nada contra novelas. Assim como filmes e livros, existem novelas boas e ruins. O que me incomoda um pouco nas novelas é o seu tempo. Em geral, uma novela fica no ar por volta de 8 meses. É um tempo que desgasta muitos personagens. Fora o fato do enredo da novela depender muito da audiência e gosto do público. Desta forma, fica evidente que muitas tramas e personagens entram e saem da tela devido ao gosto do freguês. O que nem sempre é bem-vindo para uma história que havia sido previamente arquitetada pelo autor.

Enfim, ressalvas feitas, vamos ao que interessa. A atual novela das nove da Rede Globo chama-se Insensato Coração. Nessa novela, existem 3 personagens que me chamam muito a atenção e sempre me fazem parar na frente da TV para assistir o desenrolar de seus enredos. São eles Léo, Norma e Raul.

Léo

Léo (Gabriel Braga Nunes) é o grande mau caráter da novela. Um dos vilões principais. Mas ele possui diversas nuances muito bem interpretadas pelo ator Gabriel Braga Nunes que dão todo um charme ao personagem. E, claro, muito da trama da novela depende dos movimentos deste personagem.

O grande sonho de Léo é conquistar poder e dinheiro. Ele quer uma vida boa, mas sem muito esforço para chegar ao topo. Por isso, se envolve com falcatruas e golpes frequentemente.



O plano de Léo que teve graves consequências

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Um dos piores golpes de Léo, foi envolver afetivamente Norma (Glória Pires) com a intenção de roubar de seu antigo patrão uma quantia em dinheiro que ele mantinha guardada em casa. O destino do dinheiro era um esquema de máquinas de caça-níqueis que supostamente rendem muito dinheiro.

No fim, Léo foi passado pra trás pelos bandidos envolvidos no esquema dos caça níqueis que acabaram por espancá-lo. Ao invés de tomar um rumo na vida, Léo partiu para novos golpes afim de conseguir dinheiro facilmente e atingir (o que na cabeça dele significa) o sucesso.

Sempre que é acusado por seu pai Raul (Antonio Fagundes) - o único personagem da trama que sabe dos erros do filho desde o princípio da novela, mas não possui provas para colocar o filho atrás das grades - Léo esquiva-se alegando que seu pai nunca lhe deu a merecida atenção e sempre preferiu o irmão perfeito Pedro (Eriberto Leão).

Na verdade, as raízes das intenções de Léo são até mais profundas. Uma mescla de sentimentos tais como inveja do irmão e sede de poder desmedida que o tornam um dos mais interessantes personagens da trama. Um personagem tão complexo que não dá para classificar simplesmente como vilão.



Norma: a personagem mais complexa da novela

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Norma

Essa personagem foi uma das primeiras vítimas das falcatruas de Léo. Mas a história de Norma foi a mais complicada de todas a ponto de gerar graves consequências para o futuro do mau caráter.

Norma foi ferida de várias formas por Léo. Ela se envolveu amorosamente com ele e ainda por cima foi parar na cadeia por um crime que não cometeu (o roubo do dinheiro de seu ex-patrão e sua morte provocada pelo incidente). Ela cumpriu pena e comeu o pão que o diabo amassou na prisão. Foi alvo de outras detentas e sua estadia por lá apenas alimentou o ódio em seu íntimo. Tudo culminou a um clímax que levou Norma a cometer seu primeiro assassinato numa tentativa desesperada de sobreviver.

Quando saiu da cadeia, Norma só pensava em se encontrar com Léo e se vingar, mas descobriu que para atingí-lo teria que se tornar uma mulher tão poderosa quando ele. Uma vez que Léo havia se aproximado de figuras importantes como um banqueiro rico e corrupto.

Norma então fez o mesmo. Aproximou-se do milionário Teodoro (Tarcisio Meira) e casou-se com ele. Numa das melhores cenas da novela, ao descobrir que Léo se casaria com uma mulher linda e rica, a câmera deixa a imagem inclinada e mostra Norma tentando provocar a morte de Teodoro abrindo as janelas do quarto do marido e molhando seu peito com água gelada para lhe provocar uma pneumonia. Então, a câmera volta a posição tradicional e Norma percebe a loucura que estava prestes e fazer e salva seu marido.

No entando, de fato, a atitude de Norma piorou o estado de saúde do marido que veia a falecer. Agora, herdeira de muito dinheiro, a personagem foi capaz de arquitetar uma vingança perversa contra Léo. Com direito a carcere privado e situações de humilhação gratuita.

A cena em que Norma se revela para Léo como a viúva de um milionário é excelente. Léo (talvez pela primeira vez) tenha enxergado Norma. Agora ela é uma mulher rica, bonita e perversamente inteligente. A ponto de arquitetar sua vingança meticulosamente. Léo não tem escapatória. Ela tem provas de quase todos os crimes cometidos por ele durante a novela. Ou ele vai pra cadeia ou aceita se submeter aos caprichos de sua antiga vítima.

Sem dúvidas, a mais complexa personagem da novela. Brilhantemente interpretada por Glória Pires, a personagem surge na novela como uma auxiliar de enfermagem simples que sofre com a desilução amorosa de um golpista. "Você mexeu nos meus sentimentos mais profundos", ela chora quando descobre a verdade sobre Léo após o primeiro encontro deles. Quando vai para cadeia, podemos ver a queda de uma boa pessoa em uma pessoa perversa cuja única meta é a vingança.

Entretanto, apesar das ações inconsequentes de Léo terem criado uma pessoa talvez até mais perversa do que ele, Norma parece nutrir sentimentos conflitantes com relação a ele. Algo entre o ódio e o amor. Já que ela havia se entregado completamente ao mau caráter no início da novela.



O pai do mocinho e do bandido da novela talvez seja o personagem mais sensato da trama

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Raul

Para concluir este post, basta falar sobre Raul. Raul é o pai de Léo e Pedro. O bandido e o mocinho da novela, respectivamente. O interessante deste personagem é que ele sofre pelas atitudes erradas que o filho comete e nem sempre possui os recursos para pará-lo.

O personagem também vive um complicado dilema: tem vergonha de acreditar nas maldades do filho e pena de vê-lo sempre tomando as decisões erradas. Para complicar, a mãe do rapaz Wanda (Natalia do Vale) não é capaz de enxergar o maucaratismo do filho. Sempre o protegendo e o inocentando. Talvez por achar assim como Léo que Raul tenha preferências pelo outro filho.

Agora, coloque-se no lugar de um pai que descobre crimes de um filho e não tenha provas para colocá-lo atrás das grades. Além de não poder pará-lo, ele fica aflito com a perspectiva do filho aprontar novamente.

Fica ai a dica. Se você assiste ou for assistir a Insenstato Coração, fique de olhos nesses três personagens. Eles fazem valer acompanhar a novela.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

X-Men: Primeira Classe



Os cartezes da produção remetem sempre a essa ligação entre passado e o futuro

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Há alguns anos, um tal de Bryan Singer dirigiu um filme chamado X-Men. O longa contava a história de um grupo de mutantes (pessoas que nasceram com habilidades sobre humanas), que juraram proteger uma sociedade que os teme e odeia. Eles eram liderados pelo Professor Xavier, defensor de uma convivência pacífica entre humanos e mutantes. O grande rival dos heróis era Magneto, um terrorista que acredita em um guerra iminente entre humanos e mutantes.

O grande trunfo desse filme era dar uma seriedade nunca antes vista para uma adaptação para as histórias em quadrinhos. Ali não havia espaço para uniformes espalhafatosos ou cenas de ação gratuitas. Era um filme sobre a intolerância que estava sujeito a múltiplas interpretações. E personagens carismáticos com os quais qualquer um poderia se identificar. O que abriu caminho para uma série de adaptações que viriam depois.

Não demorou para X-Men 2 estrelar nos cinemas. A sequência era melhor que original. Mais ação, mais mutantes e um roteiro mais interessante com direito reviravoltas sensacionais e um final surpreendente.

Porém, Singer saiu da cadeira de diretor e um X-Men 3 bem sem graça nos foi apresentado. Ação demais com história de menos. Personagens demais para um filme muito curto. Pronto. Sem mais filmes de X-Men.

A alternativa da Fox foi produzir filmes solo dos personagens mais populares. Eis que surge X-Men Origens: Wolverine. Um filme de ação da pior espécie. Sem roteiro, o filme segue de uma luta a outra sem descanso. Desnecessário dizer que incluiram mutantes demais apenas para a venda de bonecos. O filme ainda tinha aquele vício terrível das histórias em quadrinhos: fazer dois personagens que estão do mesmo lado brigarem por um mal entendido para se unirem mais tarde.

A seguir, teríamos um filme de Magneto, mas eis que Singer volta para o projeto cinematográfico dos mutantes com uma nova abordagem. Voltar no tempo para narrar o início de tudo. Essa é justamente a proposta de X-Men: Primeira Classe.



Charles e Erik: uma amizade turbulenta

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Sem dúvida, o grande trunfo desse novo filme é utilizar eventos históricos reais para dar uma credibilidade a fantasia. Assim, em um mundo que não sabe da existência dos mutantes, temos a história de dois jovens, Erik (Michael Fassbender) e Charles (James McAvoy). O primeiro é um judeu capaz de controlar metais cuja família foi vítima dos campos de concentração. O segundo é um boa vida muito inteligente e perpicaz devido a sua habilidade mutante: a telepatia.

O caminho dos dois jovens se cruzam por causa de Sebastian Shaw (Kevin Bacon), um mutante poderosíssimo (seu poder é uma das surpresas do longa), responsável pela morte da mãe de Erik e que arquiteta um plano mirabolante que pode colocar o mundo inteiro em perigo.

Nesse contexto, os jovens mutantes se tornam amigos e formam um grupo de mutantes (a primeira classe dos X-Men) para combater O Clube do Inferno de Shaw, uma espécie de sociedade secreta super poderosa e com ligações com o alto escalão do poder.

Esse contexto garante um filme bem maduro com ótimas atuações (mérito mais que especial para o trio de protagonistas) e se aprofunda em questões dramáticas. Seja o já conhecido debate de idéias de Charles e Erik ou até mesmo a questão de Mística (Jennifer Lawrence) em esconder sua real aparência por meio de seu poder (se transformar em outras pessoas) por não conseguir se auto aceitar.

Diferente dos filmes anteriores, esse também tem o mérito de fazer dialogar as questões dramáticas dos personagens com as boas cenas de ação e os uniformes espalhafatosos (em especial do de Banshee) que não ficam ridiculos na tela grande devido ao contexto em que aparecem.

Os pontos fracos são justamente os erros antigos cometidos em filmes anteriores. Inserir mutantes demais é um deles. Não sou um expert em X-Men. Sai do filme sem saber o nome do mutante que controla o vento e não me recordo de ouvir a voz de Azazel, o mutante teleportador, durante todo o filme. Também me parece estranho escolher personagens menos conhecidos do grande público. O que aquela mutante com asas de mariposa estava fazendo no filme?

E, claro, alguns desenvolvimentos de personagens deixam a desejar. O que justifica o ódio de Magneto contra a humanidade se o responsável pela morte de sua mãe era um mutante? O que fez um jovem rico e bem de vida como Charles resolver promover o bem? Mas o maior de todos os pontos: como Erik e Charles se tornaram tão amigos em tão pouco tempo? Nos filmes anteriores, a impressão que nos é passada é de que eles foram amigos por anos antes de romperem a amizade. Não por poucos dias.

Enfim, erros passáveis diante de um bom programa. E o melhor: sem Wolverine (que nos filmes anteriores sempre ganhava tanto espaço que suprimia personagens melhores). Afinal, X-Men não é só Wolverine. Entretanto, da metade para o final o filme me pareceu muito semelhante aos anteriores apesar do clímax empolgante. Ficamos no aguardo para ver o que de novidade X-Men pode nos oferecer em seu futuro cinematográfico.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Se Beber, Não Case! 2



Cartaz do filme
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Ano passado Se Beber, Não Case! veio parar em minhas mãos. A comédia conta a história dos amigos Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) que planejam uma despedida de solteiro em Las Vegas. Porém, tudo sai do controle quando eles acordam no dia seguinte sem se lembrar de nada do que fizeram na madrugada anterior, com um trigre na suíte em que se encontram, um bebê que não sabem de quem é e o pior: o noivo sumiu há poucas horas do casamento!

A partir daí, inicia-se uma corrida contra o tempo para o "bando de lobos" refazer seus passos, reencontrar o noivo e garantir que o casamento de Doug aconteça. Realmente, hilário e imprevisível. E esse segundo adjetivo é justamente o ponto mais forte do primeiro filme e o grande defeito do segundo.

Se Beber, Não Case! 2 já perde pontos por não contar com o frescor do original. Ele simplesmente repete as fórmulas do primeiro filme. Então, se já não bastasse a piada contada pela segunda vez (4 amigos se reúnem para uma despedida de solteiro e novamente ficam chapados a ponto de não se lembrarem de nada do que fizeram às vesperas do casamento), o filme apresenta situações que são praticamente uma refilmagem do primeiro.

As piadas estão todas lá. Se no primeiro, um deles acordou sem um dente, desta vez desperta com uma tatuagem no rosto. Da primeira vez, acordam com um bebê que não sabem de quem é, agora eles tem um macaco de mascote. Em Las Vegas, o noivo sumiu. E agora em Bancoc, é irmão da noiva quem está desaparecido.

Se corremos o risco de perder a graça contando duas vezes a mesma piada, só resta uma alternativa: exagerar os eventos. Todos que me recomendaram o primeiro filme o definem como "muito louco". Para superar o filme anterior "muito louco", o que fazer então? Extrapolar.

Outro ponto negativo é justamente essa necessidade de ser "over". Falta de memórias causadas por bebedeiras é algo trivial. Qualquer grupo de amigos faz. Mas para justificar um filme é necessário ir muito além. Então, ter um amigo traficante que "dá um tapa" no café da manhã faz parte. Não basta pegar uma mulher feia para virar chacota dos amigos, tem que ter um transexual na história para garantir as gargalhadas. Some-se a isso tiros, russos malvados, atuações exageradas e reviravoltas desnecessárias para ter certeza de que essa segunda parte foi a consequência natural de um primeiro filme que rendeu muita grana.

Não estou dizendo que o filme não é divertido. Você vai rir muito e seu queixo vai cair diversas vezes com as situações absurdas em que o trio de protagonistas se mete, mas a sensação de que "eu já escutei essa piada antes" será algo constante. Diferente do desfecho do primeiro filme, quando a gente dá aquele sorriso de satisfação tentando se recordar sem sucesso de um filme semelhante, desta vez você não irá dizer pra si mesmo: "esse filme é muito louco".

domingo, 12 de junho de 2011

Garota It


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Existe um blog chamado Garota It que publica diversas resenhas de livros young adults e que tem um espaço garantido para a literatura de fantasia também.

A Pâmela Gonçalves escreveu recentemente uma resenha super positiva de O Poder do Fogo. para o Garota It. Confira o texto e as opiniões dela clicando aqui.