terça-feira, 13 de novembro de 2012

Kauê


Hoje às 18:08 a minha vida mudou para sempre e ganhou contornos mais coloridos...meu baby, o Kauê, chegou! =D

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Bienal do Livro de São Paulo 2012

Minha maratona literária: participar TODOS OS dias do evento

Oi, galera. Tudo bom?

Ando tão sumido daqui. Mas são por boas razões. Correria total. Olha este post, por exemplo. Faz uma semana que a Bienal do Livro de São Paulo acabou e eu ainda não escrevi nada sobre o assunto. O.o

Para não me repetir e falar mais uma vez sobre a Magia da Bienal ou a Bienal do Rio do ano passado, vou resumir a experiência de ter participado de TODOS OS DIAS da Bienal do Livro de São Paulo em 2012. O Anhembi (centro de convenções onde ocorre o evento) virou minha segunda casa do dia 09 ao dia 19 de agosto de 2012.

Faz tempo que me planejei para isso. Agendei minhas férias do trabalho para coincidir com o evento, elaborei camisetas com os personagens de meu livro para vestí-las durante toda a Bienal, arrumei as malas e fui para a diversão.

O Léo Lins é gente fina pra caramba!


Valeu a pena? Claro que sim! Vale porque para um escritor as coisas acontecem na Bienal do Livro! Você conhece melhor seu público e perde a inibição para falar com este público e apresentar melhor seu trabalho. É bom para perceber os públicos diferentes que frequentam o evento.

Tem a galera que adora ler e consumir literatura que vai no fim de semana para se divertir e conhecer as novidades; As visitas escolares ocorrem durante a semana, ou seja, jovens nem sempre ávidos por esse tipo de passeio e outros que até querem prestigiar alguns autores, mas não estão acompanhados dos pais que pagariam pelos livros de seus interesses; O movimento noturno durante a semana é bem fraco, mas tem sempre alguns gatos pingados que saem do trabalho para conferir o evento e comprar alguma coisa.

Tive a oportunidade de conhecer melhor o pessoal da minha editora, a Novo Século, e seus segmentos (comercial, assessoria de imprensa, etc.).

Participar de um evento desse porte é garantia de saldo positivo. Basta conferir os frutos que O Poder do Fogo está colhendo por causa disso:

- O Poder do Fogo foi o terceiro livro mais vendido do estande da Editora Novo Século na Bienal do Livro, segundo o blog da Folha de São Paulo. Confira a matéria clicando aqui.

- Também saiu uma matéria bem interessante comigo no Diário do Grande ABC. Confira o texto clicando aqui.

- Muitas pessoas que me conheceram no evento e não levaram o livro num primeiro momento estão entrando em contato comigo para saber como adquirí-lo e quem já leu está me cobrando uma continuação (algo parecido aconteceu na Bienal do RJ no ano passado....rs).

- Foi bacana perceber que muita gente curtiu as camisetas produzidas para o evento e mostraram-se interessadas em adquirí-las. A idéia é comercializá-las. Com certeza.

- Tive a oportunidade de conhecer o Léo Lins e parte da equipe do Agora é Tarde, um de meus programas de televisão preferidos, e gravar uma brincadeira com eles que, infelizmente, não foi ao ar....rs

É preciso ser rico para participar da Bienal do Livro?

O evento é caro, mas estava cheio...
Até agora falei do lado lindo e brilhante do evento. Mas tem o lado ruim que devo salientar.:/

A estrutura do evento é muito cara. Nem todo mundo abre mão do carro para ir de metrô e pegar o ônibus circular gratuito (que, aliás, no primeiro dia não tinha sinalização nenhuma para encontrá-lo na saída do metrô) para ir até a Bienal. O custo do estacionamento (R$ 30) é o preço de um livro.

Não sou da organização do evento, não sei de seus custos, mas para o evento se tornar mais acessível, o preço da entrada (R$ 12) poderia ser menor. É outro livro que o visitante irá deixar de levar.

Mas o mais terrível é a alimentação. Além de não aceitar diferentes formas de pagamento (vale refeição não tem vez na Bienal!), os preços para comer são muito altos. Um bom almoço pode chegar a R$ 40. E viver de lanche não faz bem pra ninguém. Ou seja, ou a pessoa come ou compra livros. O.o

Agora imagine um pai de família que leva a mulher e os dois filhos para passear por lá (de carro). É um passeio muito caro. Ele vai gastar facilmente mais de R$ 200 sem levar NENHUM livro. Acredite se quiser.

Quem falou em incentivo a leitura mesmo?

Enfim, essa é parte triste do evento porque você percebe as pessoas que gostariam de consumir mais livros e não possuem condições para tanto. 

Discute-se muito o real papel da Bienal do livro. É uma feira de descontos? É um local para turbinar vendas? Ou apresentar as novidades para os clientes?

Acredito que o ideal seria incentivar a leitura, mas nem sempre essa meta é a mais rentável. Pra se pensar.

Bom, ano que vem tem Bienal do Livro no RJ e a contagem regressiva para 2014 já começou. Afinal, é quando o evento retornará para a capital paulista. ^^

Até lá! \o/

domingo, 29 de julho de 2012

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

As lutas de Batman e Bane são brutais
O diretor Christopher Nolan brindou os fãs de quadrinhos, do Batman (e do bom cinema por que não?) com uma graphic novel cinematográfica. Sua interpretação realista e sombria do Homem-Morcego foi apresentada em filmes maduros e provocativos. Tudo começou com Batman Begins ("Não é quem eu sou por dentro, mas o que eu faço é que me define"), prosseguiu com Batman - O Cavaleiro das Trevas ("Morra como um herói ou viva o suficiente para se tornar o vilão") e termina (ou não?) com Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

A trama deste novo filme é relativamente simples, mas extremamente dependente das obras anteriores justamente por sua proposta de encerrar um grande arco de históiras iniciada em Begins (daí a importância de rever os filmes anteriores para não deixar passar os detalhes). 

Após os eventos mostrados no filme anterior, o Batman (Christian Bale) assumiu os crimes cometidos por Harvey Dent para não macular a imagem de cavaleiro branco que a cidade de Gotham tinha dele. A principal conseguência desta ação foi a criação de uma lei que garantiu a permanência na cadeia dos piores criminosos da cidade. Assim, Gotham City tornou-se um local praticamente livre de crimes que desfrutou por 8 anos de um período de paz.

Mas nem tudo são flores. Essa vitória do Batman foi totalmente sustentada sobre uma mentira. Mentira essa que assombra o Comissário Gordon (Gary Oldman) todos os dias. Sem a necessidade de um vigilante mascarado, o Batman nunca mais foi visto e Bruce Wayne tornou-se um ermitão que fica trancafiado em sua mansão. Entretanto, a chegada da gatuna Selina Kyle (Anne Hathaway) e do terrorista Bane (Tom Hardy) a cidade, forçam o retorno do Cavaleiro das Trevas à ação.

O filme mantém o nível dos anteriores. Ou seja, O Cavaleiro das Trevas Ressurge é aquela deliciosa exceção à regra de que todo terceiro filme de uma trilogia deixa muuuito a desejar. Vide exemplos como Superman 3, X-Men 3 ou Homem-Aranha 3. Também é complicado comparar esse terceiro filme com seu antecessor justamente porque O Cavaleiro das Trevas era um filme mais "fechado", pois não dependia tanto dos acontecimentos do primeiro filme. Se o terceiro ato não é melhor que o segundo, sem dúvida, é melhor que o primeiro e almeja a conclusão de todos os questionamentos levantandos anteriormente.

A gatuna Selina Kyle é uma das personagens mais fiéis aos quadrinhos

Não dá para falar muito sobre o enredo sem entregar spoilers, mas todos os personagens apresentados são muito bem utilizados como peças de uma grande engrenagem. A Mulher-Gato de Hathaway é fidelíssima aos quadrinhos. Ela possui um código de ética bem particular e você não sabe realmente quando ela está sendo sincera ou não. Selina possui diferentes facetas que são bem exploradas pelo roteiro.

Outro ponto forte é o Bane  de Tom Hardy. Ator e diretor pegaram um personagem secundário dos quadrinhos (apesar de este ter quebrado a coluna do Batman nas HQs) e lhe deram status de primeiro escalão. No filme, temos um adversário fisicamente a altura do Batman e taticamente desafiador. As cenas de luta entre ambos são fortes e tensas. Nada de músicas. Existe apenas o som de socos e urros. Seus segredos e seu passado dão o tom para explicar toda sua ira contra o herói de Gotham, mas uma reviravolta (e o filme é cheio delas!) no fim do filme lhe tira muito de sua força simplesmente Bane NÃO é o principal vilão do filme (e isso nao é spoiler!).

Uma pena Michael Caine aparecer tão pouco. Mas há pelo menos duas cenas entre Alfred e Bruce que talvez façam a platéia recorrer a um lenço.

E, se no primeiro filme, o batmóvel ganhou status de personagem, bem como a batpod no segundo, o terceiro filme pertence ao morcego, a bat wing dos quadrinhos na visão realista do diretor é uma aeronave que permite acrobacias incríveis também em baixa altitude.

O filme conta uma espécie de última história do Batman. Ela pode acabar aqui, mas também deixa pontas soltas para prosseguir com a história estabelecida. Mas será que valeria a pena? Haveria alguma trama realmente interessante para prosseguir do ponto de onde o filme parou? Eu não sei, mas que saímos do cinema com gostinho de quero mais, isso saímos!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Espetacular Homem-Aranha

O novo Homem-Aranha dos cinemas também tem um novo uniforme

Após uma trilogia financeiramente muito bem sucedida (mas cuja qualidade do roteiro caiu drasticamente no terceiro filme), a Sony, detentora dos direitos do personagem nos cinemas, resolveu reiniciar a franquia cinematográfica do aracnídeo com O Espetacular Homem-Aranha. Este quarto filme é um reboot, ou seja, ignora os eventos mostrados anteriormente e reconta a origem de Peter Parker (Andrew Garfield) com direito a um novo elenco, novo diretor e, portanto, uma nova abordagem do personagem.

A primeira vez que ouvi falar desta ideia de recomeçar a história do escalador de paredes na telona a seguinte pergunta me veio a mente: “Isso é mesmo necessário?” Após assistir ao filme, minha resposta é simples e direta: Não. Não era necessário. Em menos de 10 anos (o primeiro filme é de 2002), não havia a necessidade de mostrar mais uma vez Peter Parker sendo picado por uma aranha que lhe concede habilidades sobre-humanas e como ele aprendeu a dura lição de que com grandes poderes vem grandes responsabilidades.

Mas, por outro lado, entendo a preocupação do estúdio em desvincular esta nova (possível) trilogia da anterior. A forma encontrada pelos roteiristas para revisitar a história de origem do Homem-Aranha é mostrar a falta que os pais de Peter fizeram na vida do rapaz quando eles o deixaram ainda pequeno aos cuidados de seus tios. Uma aposta arriscada, uma vez, que isso nunca foi muito bem explorado nos quadrinhos. Lembro-me de uma versão das HQs em que os pais de Peter eram mostrados como espiões (em uma tentativa frustrada de justificar o espírito de herói do futuro Homem-Aranha).

O fato é que a história dos pais de Parker permanece desinteressante nos cinemas. E, por reapresentar (mesmo que de uma forma diferente) eventos já mostrados no filme original de 2002, essa nova origem do Aranha é apressada e nem de longe tão saborosa quanto a vista antes. Então, não adianta esperar por cenas memoráveis como um beijo de ponta cabeça, por exemplo.

O carisma do casal é um dos pontos fortes do filme

Mas o filme não possui apenas pontos fracos. Ele possui diversos pontos fortes sendo que o principal deles é o elenco. Se o foco não está na criação do lançador de teias do herói, ele está no drama dos personagens. O melhor exemplo disso é o tio Ben interpretado por Martin Sheen. Ele nem precisa dizer que grandes poderes trazem grandes responsabilidades, pois essa máxima já está implícita em seu discurso e em suas atitudes. Um homem simples de fortes valores (me lembra um certo fazendeiro do Kansas) é disparado o melhor personagem do filme.

Destaque mais que merecido para o protagonista Garfield (confesso fã do personagem) que manda muito bem nas cenas dramáticas e nos apresenta um Peter Parker mais semelhante ao dos quadrinhos. Fisicamente mais esguio e um tirador de sarro que lança mais piadas do que teias contra seus adversários. Diferente do Peter Parker de Tobey Maguire que era mais inocente, o Parker de Garfield é mais ousado e absurdamente inteligente. Esse intelecto elevado é uma de suas qualidades que chama a atenção da igualmente brilhante Gwen Stacy. (Emma Stone) O carisma deste par românico é um dos pontos altos do filme. Soa tão natural que transcendeu as telas (os dois atores se tornaram namorados na vida real após as filmagens).

O vilão da vez é o Dr. Curt Connors (Rhys Ifans), antigo colega de trabalho do pai de Parker e um visionário cientista, que trabalha em uma pesquisa sobre a fusão de espécies. Utilizar a habilidade de um animal para suprimir uma deficiência de um humano, por exemplo. Connors tem um interesse especial no êxito da pesquisa, pois não possui um dos braços. Se os interesses do doutor são nobres, os planos de sua contraparte reptil, o Lagarto, não fazem o menor sentido (infestar Nova York com uma horda de répteis?). Esse antagonista garante um desafio intelectual para Parker e cenas espetaculares de ação durante as lutas contra o Homem-Aranha. Vide a cena do colégio.

O foco sobre poucos personagens é outro ponto a favor do filme. Isso garante um bom espaço para cada um deles e os relacionamentos entre si. Assim, temos destaque para Peter, Connors, Gwen e o pai da garota, o Capitão Stacy (Denis Leary) (o outro personagem bacana do filme ao lado do tio Ben), que ao mesmo tempo é o “sogro” de Peter e o homem responsável por expedir um mandado de prisão para o “vigilante mascarado conhecido como Homem-Aranha”.

Aliás, o policial é peça chave na minha cena favorita do filme. Aquela em que a polícia consegue abater o Homem-Aranha e este é obrigado a lutar contra a polícia de Nova York desmascarado e cobrindo o rosto para não ter a identidade reconhecida. Ela mostra bem o espírito do filme. Um garoto com grandes habilidades tentando fazer a coisa certa, mas que é mal compreendido pelos “oficiais” defensores da lei.

Entre pontos fortes e fracos, o saldo do filme é positivo, pois não deixa de ser um bom programa de entretenimento. Não é ruim como Homem-Aranha 3, mas está quilômetros atrás de um Homem-Aranha 2, por exemplo. Mas agora as expectativas aumentam. Sem a necessidade de recontar origens, o futuro dessa nova empreitava do herói nos cinemas é promissor.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Os Vingadores

Os Vingadores finalmente reunidos



Tudo começou anos atrás com o primeiro filme do Homem de Ferro. Em uma cena pós-créditos, o agente da SHIELD, Nick Fury (Samuel L. Jackson), aparece para Tony Stark (Robert Downey Jr.) e fala sobre uma tal iniciativa Vingadores. A partir daí, diversas referências começaram a pipocar nos demais filmes da Marvel. Era um escudo colorido perdido em uma cena por ali, um martelo nórdico aparecendo acolá. Tudo indicando que os filmes solo do Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo) e Homem de Ferro pertenciam ao mesmo universo cinematográfico e que tais personagens poderiam se esbarrar a qualquer momento. E é exatamente isso que o filme dos Vingadores oferece: um grande encontro.

Os filmes do Homem de Ferro apresentaram um mundo onde a ciência é avançada a ponto de permitir que um bilionário vista uma armadura de alta tecnologia para combater o terrorismo. Capitão Amércia: O Primeiro Vingador mostra um herói vivendo aventuras em plena 2ª Guerra Mundial, ou seja, uma lenda que faz parte da história daquele universo. O Incrível Hulk revela tentativas frustradas de recriar o soro do supersoldado que dera origem ao Capitão América. Em Thor, a ciência e a magia são a mesma coisa para uma civilização avançada que vive em um mundo paralelo conhecido como Asgard. Com tal contexto estabelecido, não existe a necessidade de reapresentar tais personagens. Apenas garantir um problema grande o suficiente para exigir a atenção de todos eles.

Esse problema surge na pele de Loki (Tom Hiddleston), o irmão-problema de Thor (daí a importância de ter assistido pelo menos ao filme do Deus do Trovão para compreender melhor as motivações do vilão), que rouba o Tesseract - uma fonte inesgotável de energia - da SHIELD. Diante desta situação, Nick Fury decide reunir os heróis mais poderosos da Terra já  que tal artefato em mãos erradas evidentemente só pode trazer problemas para nosso pobre planetinha.

Sinceramente, em nenhum momento o Loki me convence como a grande ameaça necessária para reunir todo o poder de fogo que os Vingadores representa. Em Thor, Loki era perfeito como vilão. Mas aqui, ele é apenas o irmão invejoso que quer destruir o mundo amado pelo irmão. O Tesseract e o exército alienígena que Loki tanto alardeia comandar representam melhor tal ameaça. Por outro lado, talvez não houvesse personagem melhor do que o deus nórdico da trapaça para lançar tão habilmente um herói contra outro. Não que Loki precise se esforçar muito, já que quanto os superegos entram em colisão, temos as melhores cenas do filme.
Loki, o irmão-problema de Thor, e a ameaça da vez

O Homem de Ferro não acredita trabalhar bem em grupo e sua postura de não respeitar a ninguém entra em choque  com o "homem de outro tempo" Capitão América. Thor não quer a SHIELD e os demais heróis se intrometendo em um assunto que ele considera pessoal e familiar. A Viúva Negra (Scarlett Johansson) acha que não teve treinamento para lidar com todos esses superseres. O Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) tem seus próprios problemas com o Loki dentro da cabeça dele (e isso não é spoiler!). E o Hulk... bom o Hulk é uma força da natureza que não pode ser controlada. Uma arma de destruição em massa dentro de um homem que não pode ficar irritado. Enfim, como muito bem colocado pelo Dr. Banner, "nós não somos uma equipe, mas uma bomba relógio".

Mais do que ameaças representadas por cubos cósmicos e armadas alienígenas, o grande barato do filme é a dinâmica mostrada entre os heróis. A luta entre Thor e o Homem de Ferro ou a da Viúva negra contra o Gavião Arqueiro são muito divertidas, mas ver Tony Stark "trolando" todos os outros heróis e tentando fazer o Dr. Banner se transformar no Hulk a todo instante não tem preço. Afinal, trata-se de um filme de personagens.

Os Vingadores é um ótimo filme de ação que além, de excelentes efeitos especiais, traz bons personagens e sabe fazer muito bem uso de todos eles (isso fica bem evidente na cena em que o porta-aviões voador da SHIELD é atacado pelos comandados de Loki). Não há personagens sobressalentes. Até o Gavião Arqueiro (tão suprimido nos trailers) ganha seus momentos e sua importância na trama é fundamental devido as armadilhas do roteiro. A Viúva Negra  é muito mais do que a ninja mostrada em Homem de Ferro 2. De espiã a interrogadora manipuladora, ela é uma agente completa.

O filme é um cinema pipoca de primeira linha não somente para fãs. O filme deixa as pontas soltas para uma segunda parte que não deve tardar a acontecer já que as sequências dos filmes solo de cada personagem já estão devidamente engatilhadas. Enfim, tudo pronto para o Capitão América gritar "Avante, Vingadores!"

terça-feira, 17 de abril de 2012

Novo site - Parte 2 de 2



Bom dia, galera! \o/

Quanto tempo! Faz um tempão que não escrevo por aqui.... e agora descobrirão o porquê! Como eu havia dito no mês passado nesse post aqui, eu desejava reformular meu site.

No último fim de semana (mais precisamente dia 14 de abril), O Poder do Fogo completou um ano de publicação. Sim! Acreditem ou não já se passsaram 12 meses que fui a Fnac da Avenida Paulista para minha primeira noite de autógrafios. Lembro do nervosismo e dos autográfos errados que dei por causa disso... ¬¬

Enfim, 1 ano de O Poder do Fogo publicado. Teria outro momento mais oportuno para lançar meu site novo? Talvez, mas eu achei que não e por isso o novo site já está no ar!




O visual é bem clean. É como estar diante de uma mesa de trabalho. Tem link pra tudo. Meu Facebook, meu Skoob, meu blog (que mudei visualmente para ficar parecido com o site) e demais páginas. Tem uma página falando sobre mim, agenda com os eventos que irei participar e assim por diante. Bem completinho.

As páginas de eventos e escritos ainda estão em construção. Eventos apresentará fotos de (óbvio) eventos que participei e Escritos trará textos atrativos do meu blog.




Mas o grande destaque do novo site é - sem sombra de dúvidas - o hotsite de O Poder do Fogo! Agora o livro ganhou uma atenção toda especial em uma página exclusiva! Lá tem links para o Facebook e Skoob do livro, links para as matérias e principais resenhas publicadas na web, uma página que lista os principais sites onde o livro está a venda e o download do primeiro capítulo do livro!!!

Em breve, a página trará também ficha dos principais personagens e um making of bem legal com muitas curiosidades sobre a obra pra quem já leu e pra quem ainda não leu o livro.

É isso aí, pessoal. Espero que curtam o novo site e divulguem ele, pois consequentemente o livro também será divulgado.

Ainda não tem o endereço do site? Basta acessar: www.khederhenrique.com.br.

Abraços e uma excelente semana!!!!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Samurai X




Rouroni Kenshin (Samurai X, no Brasil) ganhou um trailer do que parece ser um longa metragem. Confesso que foi bem emocionante assistir ao vídeo, pois ele resgata sensaçõse antigas de quem já leu o mangá. Aliás, um dos melhores mangás que já li na vida. O.o

Samurai X narra a saga de Kenshin Himura, um andarilho que vagava sem rumo portando uma sakabotou (espada de lâmina invertida). Ele parece uma garota e é um pouco atrapalhado. O que poucos sabem é que esse gentil espadachim na realidade foi um dos maiores retalhadores do Japão feudal. Ele matou um sem número de inimigos para promover uma restauração no governo japonês.

Entretanto, com o passar dos anos, ele percebeu que a tal restauração nunca chegava e que os verdadeiros heróis japoneses morriam em combate, a vida da população não melhorava e poucos políticos gananciosos ganhavam mais poder. Por isso, ele jurou nunca mais matar ninguém e partiu para viajar pelo país ajudando pessoas.

As histórias do mangá narram os confrontos de Kenshin com novos e antigos inimigos. Muitos personagens são baseados em pessoas que realmente existiram (tomadas as devidas liberdades criativas) e o autor
Nobuhiro Watsuki concentra política, ação e muito drama em seus enredos.

PS: O Seijyuurou Hiko, o mestre do Kenshin, foi uma das minhas inspirações para a criação da Elemiah Mirone, a mestra da Kiara Ancessus em O Poder do Fogo. No mangá, Hiko não tem a mais amigável das relações com seu aprendiz e vive chamando-o de "discípulo tolo".

quinta-feira, 8 de março de 2012

Just Livros



Postagem dupla no Just Livros

Imagem: http://4.bp.blogspot.com/-UCU8_oQnjaA/T1exjb7AVmI/AAAAAAAAAaU/OZ_GnvpiSHU/s320/kh%C3%AAder.png


Bom dia, galera!!!\o/

Em primeiro lugar, parabéns, meninas, pelo dia Internacional da Mulher!!!

Em segundo lugar, tenho que agradecer a Amanda Nello, blogueira do Just Livros, pela dupla postagem sobre O Poder do Fogo. Devido a uma total falta de tempo dos últimos dias, não fiz a clipagem de tais postagens por aqui. Erro corrigido neste instante!

Para conferir a resenha da Amanda, clique aqui.

Também não deixem de conferir a entrevista feita comigo, clicando aqui.

Comentem! \o/

segunda-feira, 5 de março de 2012

Novo site - Parte 1 de 2



Visual antigo do site

Bom dia, galera. Tudo bom?

Já faz mais de um ano que adquiri meu endereço oficial da net em virtude da proximidade de lançamento de O Poder do Fogo.

Entretando, apesar de a princípio ter achado o visual do meu site "legalzinho", nunca cheguei a ficar 100% satisfeito com ele. Primeiro, porque não foi algo criado pra mim, ou seja, personalizado. Foi um template pronto que utilizei do meu serviço de hospedagem.

Segundo, porque algumas pessoas - que ainda não conheciam a obra - achavam que a temátia do livro tinha a ver com religião. O que não é verdade. O Poder do Fogo é um romance do gênero literatura fantástica.

Devido a estes motivos e mais alguns, decidi reviver meu lado web designer para criar algo novo e realmente com a minha cara. Há alguns anos eu até fiz um curso do gênero, por isso tenho uma vaga habilidade com HTML e programas para publicação de páginas na net tais como Dreamweaver. Foi muito divertido redescobrir que depois do cão, o Dreamweaver é o melhor amigo do homem (!).

O primeiro desafio foi tirar o template (visual do site) antigo e substituir por um novo visual de "site em construção" para sinalizar a mudança. Essa etapa foi cumprida no fim de semana. Confira abaixo:



Novo visual (temporário)

Basicamente, ele é divido ao meio. Links referentes a mim (meu blog, Facebook, Twitter, Skoob) e links para O Poder do Fogo (Fan Page do Facebook, Skoob, download do 1º capítulo e link para loja virtual da editora onde é possível adquirir o livro). Bem simples.

Agora trabalho no novo formato que pretendo lançar em abril para celebrar um ano de lançamento de O Poder do Fogo. Espero que gostem do que estou preparando.

Caso ainda não conheçam o site, o endereço é o www.khederhenrique.com.br.

Abraços.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Vício de Leitura



Will do Vício de Cultura

Imagem: http://1.bp.blogspot.com/_glp4VeH63EQ/TIaj_PJw95I/AAAAAAAAAB8/5XTGyNdpoD0/S220/100_5413.JPG



Fala, galera! Tudo bom?

Andei sumido... falta total de tempo... estou aqui hoje pra divulgar mais uma resenha que saiu na net sobre O Poder do Fogo.

Lembram-se do Will do The Five Book Club? Então, ele tem um blog chamado Vício de Cultura (gostei desse nome!) e publicou uma resenha ontem.

Confiram clicando aqui e não deixem de comentar! =D

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Nas Próximas Páginas



Nas Próximas Páginas

Imagem: http://www.brimg.info/uploads/3/50af3bed49.png



No último fim de semana, descobri uma nova resenha de O Poder do Fogo na internet. O texto é da Raah (Raiza Varella), responsável pelo blog literário Nas Próximas Páginas.

Confiram o texto clicando aqui e não deixem de comentar.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Amor e Outras Drogas



Cartaz do filme

Imagem; http://omelete.uol.com.br/images/galerias/Love-and-Other-Drugs/Poster.jpg


Uma crítica a indústria farmacêutica e ao sistema de saúde norte-americano. Um conto sobre um rapaz desaprovado pelos pais. Uma comédia romântica. Um retrato dos anos 90. Uma bela história de amor. O filme Amor e Outras Drogas tenta ser um pouco de tudo isso aí, mas não obtém êxito em todos esses aspectos. Enquanto algumas de suas facetas não funcionam muito bem, outras, por outro lado, chegam até mesmo a nos surpreender.

O filme, que se passa durante os anos 90, nos apresenta a Jamie Randall (Jake Gyllenhaal), um vendedor de uma loja de produtos eletrônicos de quinta categoria, extremamente carismático e conquistador que perde o emprego. Em um jantar em família, descobrimos que ele pertence a uma família abastada cujos integrante são todos bem sucedidos (com exceção dele que não para em um único emprego). Por meio de um contato do irmão mais novo, ele entra para uma turma de vendedores trainees da Pfizer.

Vislumbramos o terrível mundo competitivo das indústrias farmacêuticas que tentam a todo custo fazer com que os médicos receitem os seus produtos. Nesse contexto, o filme avança mostrando as conquistas amorosas de Jamie e seu aprendizado como vendedor de produtos da Pfizer. Durante as investidas do personagem para que um médico influente receite o Zoloft ao invés do Prozac da concorrência, ele conhece Maggie Murdock (Anne Hathaway), uma paciente precoce de Parkinson. Assim como Jamie, Maggie também é adepta do sexo casual. Ela foge das amarras de um relacionamento amoroso e todos os poréns que um namoro traz consigo.

E é nesse ponto que o filme ganha seu maior triunfo. Quando a química mágica entre Gyllenhaal e Hathaway preenche a tela, os problemas da indústria farmacêutica ficam em segundo plano (provavelmente uma tentativa do diretor de suavizar a questão). Mas quem se importa com Prozacs e Zolofts quando o que prende o espectador é descobrir se Jamie e Maggie ficarão juntos ao final do filme?

Quando a Pfizer lança o Viagra e este torna-se um tremendo sucesso, o filme ganha oportunidade para inúmeras gagues e balanceia o humor das situações que envolvem o consumo da mágica pílula azul e os obstáculos que se apresentam no caminho do relacionamento de Jamie e Maggie.

A história de amor do casal está repleta de clichês e até mesmo algumas cenas piegas (talvez por já terem sido utilizadas a exaustão pelo cinema), mas as atuações de Gyllenhaal e Hathaway são tão sinceras que isso não faz a menor diferença. Particularmente, curto o trabalho do Gyllenhaal desde Donnie Darko.

Quando o sexo casual perde aquele frescor do início, Maggie abaixa a guarda e admite suas fragilidades, nem Jamie pode resistir. Você pode ser o maior conquistador do planeta, mas quando conhece a pessoa certa, não há escapatória: você é vítima de uma certa droga para a qual indústria farmacêutica nenhuma no mundo tem cura. ;-)



Trailer oficial

sábado, 28 de janeiro de 2012

Eu Li e Divulgo


A blogueira Jess Polato

Imagem: http://1.bp.blogspot.com/-iIFICCCVzFE/TwNxbTsioaI/AAAAAAAABf0/On-Rm9_2cV0/s1600/FGF.jpg


Bom dia, pessoal. Tudo bom?

Descobri uma nova resenha na net de O Poder do Fogo. Texto escrito pela Jess Polato do blog Eu li e Divulgo. Confira as opiniões dela a respeito do livro clicando aqui.

Não deixem de comentar. ^^

Bom fim de semana a todos! \o/

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Marcador de página

Esse é um novo marcador de página criado pelo Licinio Souza com a arte produzida por ele. Ficou bem legal, né? =D



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Poder do Fogo no Facebook



"Esta pessoa sabe o que é O Poder do Fogo, mas não vai te contar. Leia o livro. ;-)"


Não é de hoje que o Facebook é uma excelente ferramente para divulgação de alguns tipos de produtos e serviços. Já que curto essa rede social, resolvi "brincar" com estas possibilidades.

Hoje dei início à essa "brincadeira" com uma imagem daquela série "Esta pessoa...". Assim os contatos podem compartilhar tal imagem e ajudar a divulgar entre seus amigos O Poder do Fogo.

Pra agitar a continuação, precisamos nos mexer, não é mesmo?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Projeto "De Mão em Mão" #3



"Vamos ler mais, galera!!!"

Ontem, terminou o piloto do Projeto "De Mão em Mão" da Secretaria da Cultura da cidade de São Paulo para o qual fiz uma humilde contribuição. Saiba mais sobre o projeto clicando aqui e aqui.

Basicamente, o projeto realiza distribuição gratuita de livros para incentivar a leitura nas pessoas. Diferente de uma biblioteca, não há cadastro ou prazo de devolução. Ou seja, a continuidade do projeto fica diretamente vinculada à cidadania de cada um em devolver o livro em bom estado ou repassá-lo adiante para dar a oportunidade de mais pessoas lerem os livros.

Eu trabalhei no ponto de distribuição do Terminal da Lapa (região da Zona Oeste de São Paulo). O contato direto com o público confere aquele sabor especial para mim de observar as reações de diferentes pessoas em relação ao projeto. Do velhinho desconfiado que não acredita que os livros são gratuitos, passando pelos espertinhos que querem reter os livros para si até os mais cidadãos preocupados com o prazo para devolver o livro o mais rápido possível e assim garantir que outras pessoas possam lê-los também.

Tem também aquele outro lado de conhecer histórias de vidas diferentes. Os personagens são diversos. Há o garoto que vende chicletes para sobreviver e sustenta um lindo sorriso no rosto apesar da triste vida familiar que leva; A bela escritora e colega de trabalho que muitos conhecem apenas a superfície, mas não os acasos que a definem; Os moradores de rua sempre imprevisíveis (um dia, tinha um deles assustando pessoas pelo terminal com um caranguejo encontrado no esgoto!); Os profissionais do terminal com suas própria histórias e opiniões divergentes do que nós estávamos fazendo por ali; Ou até mesmo aqueles sujeitos que - como almas penadas - vagueiam a esmo o dia inteiro pelo terminal pedindo esmola aos transeuntes.

Esta não foi a primeira vez que trabalhei com atendimento ao público e certamente não será a última, pois adoro isso (uma das partes mais legais do trabalho como escritor é o contado direto com seus leitores!). Por que? Oras, o contato com o real é a melhor forma de inspirar-se para criar o que quiser. Uma pintura. Um texto. Ou apenas enxergar com outros olhos a vida que você leva e da qual vive a reclamar.

Mas o projeto não acabou. Ele deve voltar em março. E eu, certamente estarei por lá.

Uma inspiradora semana a todos!!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Missão: Impossível - Protocolo Fantasma



Pôster do filme

Imagem: http://www.cinematrilha.com/wp-content/uploads/2011/12/Miss%C3%A3o-Imposs%C3%ADvel-Protocolo-Fantasma.jpg

Uma das grandes sacadas de Tom Cruise em toda sua carreria foi ter transformado um cult seriado de TV antigo em franquia cinematográfica. Assim nasceu Missão: Impossível para os cinemas. E, com o detalhe de cada filme possuir um diretor diferente, a franquia se renova a cada episódio.

Não é diferente com este quarto filme Missão: Impossível - Protocolo Fantasma. O diretor Brad Bird (das animações da Pixar como Os Incríveis e Ratatouille) imprime um novo fôlego a cinessérie com suas tomadas alucinantes e até mesmo um humor que não estava presente nos episódios anteriores. Para confrontar o desgaste natural que a série sofre com os anos, Bird inseriu aquele humor para rir de si mesmo. Das mensagens que não se auto destroem em 5 segundos às bugigangas tecnológicas que deixam os espiões na mão nos momentos mais decisivos, situações engraçadas não faltam, mas sem jamais quebrar o ritmo da narrativa.

Diferente de Missão: Impossível 2 que mostrava um Ethan Hunt (papel de Cruise) bonzão em tudo, aqui os espiões são falíveis. Os planos não são perfeitos e o acaso está mais presente do que nunca. Isso parte já da premissa do roteiro. Quando a IMF invade o Kremlin durante um atentado e levam a culpa pelo ocorrido, o secretário decreta o protocolo fantasma. Sem apoio, sem autorização e sem escolha Hunt e sua equipe presiam cumprir sua missão.

Esse enredo permite aquela viagem pelo globo com diferentes "missões impossíveis" a serem cumpridas. E dá-lhe Brad Bird e sua imaginação sem limites da animação com cenas de ação de verdade. Tais como perseguições em tempestades de areia, escalada ao prédio mais alto do mundo ou uma luta dentro de um estacionamento modernoso de veículos.

Pode não ser melhor que o terceiro filme da franquia, mas está a quilômetros do segundo filme cujas reviravoltas resumiam-se a máscaras de borracha que ocultavam a identidade de alguns personagens.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A Batalha dos Deuses



Capa da antologia

Imagem: http://www.novoseculo.com.br/config/imagens_conteudo/produtos/imagensGRD/GRD_571_Sem%20t%C3%ADtulo.png


A idéia dessa antologia é sensacional: a humanidade criou os deuses a sua imagem e semelhança ou seria o contrário? Se um Deus único assumiu o lugar principal no coração dos homens, para onde foram os grandes deuses do passado?

Em busca de respostas (e diversão), um grupo de autores revisitaram diferentes mitologias para narrar em seus contos a silenciosa guerra pela fé da humanidade.

Obviamente, como toda coletânia de contos, os textos divergem em qualidade, abordagem e público. Ou seja, haverá textos que te tocarão mais que outros. Afinal, a experiência de cada leitor é única.

Todos estão muito bem escritos e somos apresentados a ótimas premissas que são excepcionalmente bem executadas em alguns contos e nem tanto em outros (pelo fato de imaginarmos algo e o autor serguir por caminho completamente diferente, às vezes menos interessanto do que o esperado a princípio).

A impressão nítida de que alguns temas repetem-se pode incomodar, mas é nesse ponto que surgem os diferenciais que revelam os melhores contos. A Menina que Olhava, de Albarus Andreos, foi o conto que mais me arrepiou. A história apenas faz sentido (e revela toda sua relação com a mitologia egípcia) em seu final; O Legado Annunaki, de Márson Alquati, foi o conto que me surpreendeu. Ele narra as origens dos deuses astronautas por meio de liberdades criativas em que o autor habilmente molda determinados fatos históricos (e alguns bíblicos) para contar sua trama; Já o meu conto preferido, sem dúvida, é O Carvalho e o Visco, da autora Simone O. Marques. Nele, a narração em primeira pessoa de um bardo nos revela detalhes da queda dos deuses celtas perante a chegada do Deus único cristão.

Enfim, a primeira antologia de contos da Editora Novo Século e organizada por Juliano Sasseron (aliás, o prefácio de Sasseron é sensacional) é leitura recomendadíssima!!!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras



Pôster do filme

Imagem: http://omelete.uol.com.br/images/galerias/Sherlock-Holmes-2/poster-final-em-portugues.jpg


Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras é a esperada sequência de Sherlock Holmes, de 2010, filme que trouxe ao público uma versão modernosa do imortal personagem de Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930). O detetive sisudo da literatura dá lugar a um homem brilhante cuja inteligência lhe rende vantagens até mesmo em combates físicos. Egocêntrico e genial, o Holmes interpretado por Robert Downey Jr. beira a loucura e cativou a audiência a ponto de ganhar esta continuação.

Diferentemente do primeiro filme que apresentava um duelo entre ciência e magia, essa nova produção lança a lógica contra a lógica ao apresentar o arquiinimigo de Holmes na literatura, o professor Moriarty (interpretdo pelo talentoso Jared Harris), como o grande desafio a ser combatido pelo detetive inglês.

Os diálogos entre Holmes e Watson (Jude Law) continuam sendo a melhor parte do longa, mas diversos pontos falhos do primeiro filme são corrigidos desta vez. Ao invés de um terceiro ato pomposo e repleto de cenas desnecessárias, aqui temos diferentes cenas elaboradas diluídas por todo o roteiro. O mesmo acontece com a investigação. No primeiro filme, toda a explicação do mistério é vomitado sobre nós no fim do filme. Na sequência, as dicas são mostradas ao longo de todo o filme para a platéia juntar as peças do quebra-cabeça junto com o protagonista.

O recurso de mostrar a "maldição" de Holmes (antever os movimentos dos inimigos em um combate para depois colocá-los em prática) é utilizado de formas diferentes para não desgastar-se. Destaque para o clímax da maravilhosa cena de xadrez entre Holmes e Moriarty em que os adversários intelectuais revelam suas respectivas jogadas ao longo do filme para sobrepujar seu adversário.

Alguns podem reclamar da nova roupagem aventuresta de Holmes no cimema, mas é inegável o charme e frescor que essa nova franquia concede ao secular personagem literário.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Silêncio que eu tô lendo!



Clícia Godoy!

Imagem: http://i.imgur.com/bWY9e.jpg


Saiu mais uma resenha fresquinha de O Poder do Fogo!!! O texto é da Clícia Godoy do blog literário Silêncio que eu tô lendo! (Até o nome do blog já diz muito sobre a autora, uma show woman dos eventos que organiza e - na minha opinião - uma comediante stand up com muito potencial =D)

Confira as levadas divertidas do texto da Clícia, clicando aqui.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Estátuas de Sal



Capa da obra

Imagem: http://2.bp.blogspot.com/_hHG4E2H5U7M/TJFVJjxQHUI/AAAAAAAAA_o/DsaaHY0EOCc/s1600/capa.JPG



"Dez anos depois que Deus destruiu São Paulo....". Assim começa a sinopse arrebatadora de um dos melhores livros que li em 2011: Estátuas de Sal de André Cardinali.

O romance de estréia do paulista de Piracicaba André Cardinali narra um suspense que revisita a história de Sodoma e Gomorra. Em um futuro não muito distante, Deus destruiu São Paulo devido aos pecados cometidos por seus habitantes. Todos agora temem um Deus que pode manifestar sua ira novamente a qualquer instante. Nesse novo mundo, conhecemos Alice, uma jovem que decide investigar a morte do pai que a jovem não acredita ter se suicidado. Sua jornada a levará à cidade proibida de São Paulo e à surpreendentes descobertas.

O texto de Cardinali é gostoso de ler e traz ótimas sacadas. Além de belas mensagens sobre o amor, o sentido da vida e a existência de Deus. Para exemplificar o que estou dizendo, segue abaixo o meu trecho preferido:

"Como te disse antes, também estou tentando entender este mundo. E depois de pensar muito comigo mesma sabe o que descobri?! Que sozinha nunca vou descobrir nada! Não importa o quanto eu tente, o que sei é o que sei, nada aumenta isso, nem que eu pesquise, estude todas as ciências. A ciência não responde perguntas desse tipo. Pode avaliar uma lágrima em todas as suas medidas e componentes, mas não se é de alegria ou de tristeza. Pode até descobrir como foi criado o universo, entender o Big Bang, mas não vai responder por que ele foi criado. E eu penso.... Talvez cada um de nós saiba um pequeníssimo pedaço da verdade... Porque eu aprendo com o outro o que é o amor, o que é felicidade ou o que é saudade. Por isso, a solução pra entender a vida pode ser buscar no outro o que não sabemos. Penso eu que esse é o motivo para estarmos todos aqui, porque somos incompletos e precisamos do outro para nos completar. "

A habilidade narrativa de Cardinali fica evidente em diversos momentos que a protagonista segue sozinha em sua jornada. Nesses instantes, não existem diálogos. Somente o leitor e os pensamentos conflitantes da protagonista. Tais passagens poderiam tornar-se enfadonhas e maçantes nas mãos de um escritor menos talentoso. Porém, é nesse ponto que, assim como um escultor que sabe muito bem o que deseja, Cardinali revela toda sua verve.

André Cardinali é um autor do selo Novos Talentos da Literatura Brasileira da Editora Novo Século. Não deixe de conferir. Leitura recomendadíssima!!!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Imortais



Pôster do filme

Imagem:http://3.bp.blogspot.com/-jeOksts5tQo/TixJ0FIbx6I/AAAAAAAASuo/SfrtS8dXhkk/s1600/imortais_4.jpg



Quem acompanha meu blog e meus escritos, está careca de saber que curto a Mitologia Grega. Seja por sua diversidade de temas e/ou personagens cativantes que apresenta. Natural então que filmes que bebam dessa maravilhosa fonte chamem minha atenção. Imortais é mais um que entra para a lista dos filmes que tinham tudo para serem bons, mas que não empolgaram no fim das contas.

Imortais narra a história de Teseu (Henry Cavill), um humilde camponês que sofre preconceitos por não saber quem é seu pai, pois a mãe dele foi estuprada e ninguém quis se casar com ela. Devido a vida que leva, ele não acredita nos deuses gregos que sua mãe tanto venera. Ele também é um guerreiro habilidoso, pois possui um mestre misterioso que o ensinou a arte de lutar. A jornada de Teseu começa quando este cruza o caminho de Hiperion (Michey Rourke), um homem que busca vingança contra os deuses pela morte de sua família. Hiperion deseja obter o mítico Arco de Épiro, uma arma capaz de libertar os Titãs, um mal ancestral capaz de fazer frente aos poderosos deuses gregos.

Para mim, o principal problema do filme (e que, por isso, compromete toda sua estrutura) é seu ritmo. O filme é muito "não-linear". Em alguns momentos, se arrasta, em outros acelera. Alterna cenas lindas com outras de violência exagerada.

Os deuses gregos são extremamente apáticos devido a uma regra imposta por Zeus de que os deuses não devem interferir diretamente na vida dos seres humanos. Zeus é até mesmo capaz de matar seus filhos do que fazer algo para deter o avanço do vilão do filme. Atitude tão sem lógica quanto as atitudes de Hiperion.

O excesso de personagens também impede a platéia de se afeiçoar a algum personagem específico. Mesmo porque os dramas de Teseu e da sacerdotisa do oráculo (Freida Pinto) não sustentam o filme sozinhos nem de longe.

As batalhas são divertidas. Em especial as que os deuses gregos atuam, porém o uso desenfreado do recurso para mostrar que os deuses são mais rápidos que os mortais ou os Titãs torna-se maçante.

São poucas as cenas que realmente me empolgaram. A minha preferida é a que Poseidon decide intervir no destino de Teseu. "O mar sempre foi imprevisível", proclama o Deus dos Mares. Ação, tensão e trilha sonora unem-se perfeitamente nesse momento.

Saí do cinema com aquela sensação de "esperava muito mais". Se for para assistir algo digno ao transpôr a mitologia grega para as telonas, eu fico com o Fúria de Titãs original.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Projeto "De Mão em Mão" 2

Bom dia, pessoal.

Lembram-se do projeto "De Mão em Mão" que comentei aqui no blog?

Então, saíram mais duas reportagens televisivas sobre ele. Uma pela Globo e outra pela Globo News. Dessa vez, não dei entrevista como fiz para o Repórter Brasil da TV Brasil, mas todo o grupo do Terminal da Lapa foi muito bem represetado pela minha amiga Amanda Reznor!










Fui!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Entrevista para Bookaholic


Olha a ficha da Pri aí em cima

Imagem: http://bookaholic.com.br/wp-content/themes/bookaholic/images/perfil.png


Feliz 2012, galera!!!!

Esse é o primeiro post do ano novo. Na verdade, uma clippagem de uma entrevista concedida para o blog literário Bookaholic. As perguntas foram elaboradas pela Priscila Braga.

O diferencial dessa entrevista é que ela possui um caráter mais pessoal. Não resume-se somente ao livro O Poder do Fogo, mas também sobre minha pessoa, origens do meu nome e o lado autobriografio que o livro adquiriu além do que eu notara a princípio. O.o

Confiram a entrevista clicando aqui.

Fui!