segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Karaokê



A sensação de ser astro da música

Imagem: http://static.blogo.it/videojuegoblog/videojuegoblog_karaoke.jpg

Semana passada, fui a um aniversário de uma amiga organizado em um restaurante japonês que tinha...karaokê!!!

Fazia muito tempo que eu não participava disso e foi muuuito bom. A principio, estava tímido, mas minha amiga forçou a barra para cantarmos em dupla. Então, a partir daí já parti para as cantorias solo...rs

Engraçado como a sensação que o microfone te dá pode ser inebriante. Talvez até mais do que as bebidas. Isso porque nesse tipo de ambiente ninguém precisa saber cantar. Como todos são amadores, fica mais fácil criar coragem para bancar um astro da música. E, claro, com direito a platéia.

"Quem canta seus males espanta" já dizia o velho ditado. Além de desestressar, esse tipo de entretenimento faz tanto sucesso que para algumas pessoas é levado muito a sério. Tão a sério que existem até campeonatos paulistas e nacionacios para para isso(!). Acredite se quiser.

Tem quem não goste, mas que faz bem soltar a voz de vez em quando...isso faz!

domingo, 14 de agosto de 2011

O evento de literatura fantástica



Estilo steampunk

Neste fim de semana, participei pela primeira vez do Fantasticon 2011. Como já informado por aqui anteriormente, trata-se de um evento voltado exclusivamente para a literatura fantástica e suas vertentes (ou sub-gêneros): fantasia, sobrenatural, steampunk (estilo em que estou na foto acima), ficção cientifica, etc.

Apesar de ter ido como convidado para sessão de autógrafos e (a princípio) com caráter profissional, é impossível não se divertir neste tipo de evento. Isso porque você conhece pessoas divertidas e inteligentes de diversos lugares. Conheci nordestinos, cariocas, a galera do sul, mineiros repletos de idéias e projetos incríveis!

Nesse meio literário fala-se muito em profissionalismo em detrimento de viver de sonhos. Sonhar é uma coisa. Escrever profissionalmente um texto comercial é algo totalmente diferente. Concordo. Em partes. Mas ao participar de um evento como este é muito difícil não falar em sonho.

Você conhece gente de outros estados que gastaram economias inteiras para estar lá. Pessoas que lançaram seu primeiro livro de forma independente porque não encontraram aquela editora certa que lhes desse uma oportunidade de entrar nesse mercado. Você conhece pessoas que estão lá só para pedir um autógrafo e dar um abraço naquele escritor que com suas linhas mágicas as entreteram e as emocionaram de uma forma muito particular.

Além de se divertir, pode participar de palestras, bate-papos e oficinas que só tem a acrescentar ao seu desenvolvimento profissional e (por que não dizer?) pessoal. Afinal, por lá você descobre pessoas fantásticas (esse trocadilho é inevitável) com quem pode debater idéias e iniciar novos projetos (fui convidado para pelo menos uns três!!!).

Enfim, tais pessoas fantásticas compõem um network nervoso sobre o qual eu posso trabalhar. Mas não apenas por interesses profissionais e sim porque é muito bom. Afinal, todo mundo por lá compartilha o mesmo que o meu: fazer o que gosta!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Capitão América: O Primeiro Vingador

O tom aventuresco do filme (a la Indiana Jones) está presente até mesmo no cartaz
 Após os filmes do Homem de Ferro, Thor e Hulk, ainda faltava apresentar um certo Sentinela da Liberdade nos cinemas antes de reunir a todos estes personagens em Os Vingadores. Capitão Amércia: O Primeiro Vingador cumpre justamente esse papel.

Para contar a história de Steve Rogers (Chris Evans), um rapaz franzino e muito determinado, somos levados de volta aos tensos anos da 2ª Guerra Mundial. A Hidra, dissidência tecnológica dos nazistas, liderada pelo temido Caveira Vermelha (Hugo Weaving), garante o avanço de suas forças sobre os aliados durante o confronto. Para combatê-los faz-se necessário um líder, herói ou símbolo, enfim, alguém para instigar os aliados nessa guerra. E é justamente atrás de alguém assim que o General Chester Phillips (Tommy Lee Jones) está atrás. Embora, nem ele mesmo acredite muito nessa busca.

Aí entra o destemido Rogers. Apesar do físico mirrado (excelente efeito que sobrepõe o rosto de Evans sobre o de um rapaz bem magro), este mostra-se motivado o suficiente para lutar pelo que acha correto e enfrentar o árduo treinamento do exército. Se existia alguma dúvida sobre a coragem do rapaz, ela é sanada completamente na cena da granada. Rogers então serve de cobaia para o experimento do supersoldado e adquire todas as habilidades físicas que não dispunha anteriormente. Mas sua maior habilidade permance sua firmeza de caráter. 

O uniforme e escudo do personagem são funcionais nas cenas de ação
O contexto da guerra confere ao filme aquele tom aventuresco presente nos filmes de Indiana Jones. O que é muito bem-vindo. Embora, nem sempre os confrontos entre o herói e os soldados da Hidra ou até mesmo contra o Caveira Vermelha sejam tão empolgantes quanto poderiam ter sido. O uniforme do Capitão América é completamente funcional e o uso que o herói faz de seu escudo durante suas lutas é bem fiel aos quadrinhos. 

Assim como Homem de Ferro 2, o problema é a desnecessária inserção de elementos que não ajudam a contar a história. Estão ali tão e somente para fã de quadrinhos ver. A presença de Howard Stark (Dominic Cooper), pai do Homem de Ferro, por exemplo, é irrelevante. Algo que acaba por prejudicar outros detalhes mais pertinentes tais como o relacionamento entre Rogers e Peggy Carter (Hayley Atwell).

Por outro lado, Chris Evans calou a boca de muito gente (inclusive a minha) com sua atuação. Muitos receavam que o ator desapontasse como um personagem de tanto peso quanto o Capitão, mas ele surpreende ao deixar de lado a canastrice apresentada em trabalhos anteriores. Além de conferir ao personagem a seriedade que este exige, Evans também consegue transmitir as incertezas e frustrações que o personagem sente em algumas passagem do filme. Destaque para a cena em que o herói é utilizado como garoto propaganda pelo exército e nenhum soldado o leva a sério.

Talvez o filme mais díficil a ser produzido pelo Marvel Studios devido ao sentimento anti-americano que existe mundo afora (dái o subtítulo "O Primeiro Vingador"). Seus realizadores obtiveram êxito na empreitada por não apresentar um homem patriota correndo por aí vestindo a bandeira de seu país, mas por apresentar um herói de verdade no sentido mais clássico da palavra.

domingo, 7 de agosto de 2011

Fantasticon 2011



O cartaz do maior evento de Literatura Fantástica do país

Imagem: http://nosgeeks.com.br/wp-content/uploads/2011/06/cartaz_fantasticon_final1-424x600.jpg


Acabei de descobrir que irei participar do Fanstasticon 2011. O Fantasticon é nada mais nada menos que o maior evento de literatura fantástica do país. Trata-se de um evento literário totalmente focado nesse gênero de literatura e suas vertentes.

Serão três dias com diversas atrações como palestras, oficinas e sessões de autógrafos. Eu, por exemplo, participarei do Encontro com os Escritores às 19h30 do sábado dia 13/08.

O evento acontece sexta (12/08), sábado (13/08) e domingo (14/08) na Biblioteca Viriato Corrêa que fica à Rua Sena Madureira, 298 - Vila Mariana - São Paulo. O local fica ao lado do Metrô Vila Mariana.

Espero vocês por lá!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Folder

Novo folder de divulgação de O Poder do Fogo. As artes ficaram legais? Fui eu quem fiz.






segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Tipos de férias



Foto de um resort de Alagoas


Imagem: http://www.tendenciasemercado.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Salinas-do-Maragogi.jpg


Fim de férias. Bate aquela tristeza pelo fim do tempo livre e ansiedade pelo retorno ao batente. Mas o saldo sempre é positivo. Energia renovada e as boas lembranças do que fizemos. Por isso, temos que fazer valer a pena. Nem que sejam passeios curtos, nada melhor que do que ficar em casa o dia todo de pijama. Isso não são férias.

Nestas minhas férias, eu fiz um passeio diferente. Fiquei pela primeira vez em um resort. Muita gente me perguntou quais as diferenças entre um hotel e um resort, então, vamos explicá-las.

Hotel

O hotel é a hospedagem básica. Em geral, oferece apenas o café da manhã além do quarto para dormir. É ideal quando você vai para uma cidade turística e fica o dia inteiro passeando. Nesse caso, também acho que quanto mais básico o hotel tanto melhor.

Não faz muito sentido pagar por um hotel mais caro (com piscina, sala de ginástica, etc.) se a idéia não é ficar dentro dele. Um dois ou três estrelas já está ótimo.

Uma boa localização é algo sempre bom pra se levar em conta. Se o hotel ficar muito distante dos pontos turísicos que você pretende visitar, você gastará mais com transporte. Mas essa dica vale mais para cidades grandes.

Resort

O resort é um complexo turístico. É como uma colônia de férias tunada. Dentro dele existem diversas opções de lazer justamente porque a idéia não é ficar passeando pra cima e pra baixo. A idéia é curtir o resort e tudo o que ele tem pra te oferecer. Tudo mesmo!

Da praia a piscina. Das quadras de vôlei e futebol aos passeios de caiaque. Da tirolesa ao arvorismo.

Por isso, geralmente, os resorts já oferecem o sistema all inclusive. Ou seja, pensão completa. Café da manhã, almoço, jantar e lanches da tarde e da noite. A idéia é não sair do resort e aproveitar tudo a vontade. Beber, comer e se divertir.

Você pode optar por meia pensão ou só o café da manhã se tiver intenção de comprar passeios. Afinal, irá deixar de aproveitar as refeições já pagas se tiver optador pelo sistema all inclusive.

Obviamente, o resort sai mais caro que o hotel devido a estrutura de lazer que proporciona, mas por outro lado, você não terá que se preocupar com transporte e alimentação enquanto estiver por lá.

Tudo depende da sua intenção nas férias. Uma viagem de aventuras, conhecendo um lugar diferente por dia? A escolha é o hotel. Quer descansar e curtir sol comendo à vontade a hora que quiser? Vá para um resort.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Insensato Coração



O mau caráter Léo

Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhF67s13KeK9a6MOXtXVHNe6sjmA0rhwIwXPEMYVaZ-NB92FbtdJKYnVUr2b5GtQ45R0RoBiC6JqhjG6k6GABbTP84rt5Gwj5sZYLzHS1Czq6YQ1HGXMxGEqDZ1EKlt93EB9KCeoWfSCMq6/s1600/get.jpg


Hoje vou abrir uma exceção para fazer algo inédito por aqui: falarei de uma novela! Isso mesmo! Em geral, falo sobre livros, revistas e filmes. Mas na atual novela global das nove existem (pelo menos) três personagens muito bons para não aparecerem por aqui.

Em primeiro lugar, preciso esclarecer que não tenho nada contra novelas. Assim como filmes e livros, existem novelas boas e ruins. O que me incomoda um pouco nas novelas é o seu tempo. Em geral, uma novela fica no ar por volta de 8 meses. É um tempo que desgasta muitos personagens. Fora o fato do enredo da novela depender muito da audiência e gosto do público. Desta forma, fica evidente que muitas tramas e personagens entram e saem da tela devido ao gosto do freguês. O que nem sempre é bem-vindo para uma história que havia sido previamente arquitetada pelo autor.

Enfim, ressalvas feitas, vamos ao que interessa. A atual novela das nove da Rede Globo chama-se Insensato Coração. Nessa novela, existem 3 personagens que me chamam muito a atenção e sempre me fazem parar na frente da TV para assistir o desenrolar de seus enredos. São eles Léo, Norma e Raul.

Léo

Léo (Gabriel Braga Nunes) é o grande mau caráter da novela. Um dos vilões principais. Mas ele possui diversas nuances muito bem interpretadas pelo ator Gabriel Braga Nunes que dão todo um charme ao personagem. E, claro, muito da trama da novela depende dos movimentos deste personagem.

O grande sonho de Léo é conquistar poder e dinheiro. Ele quer uma vida boa, mas sem muito esforço para chegar ao topo. Por isso, se envolve com falcatruas e golpes frequentemente.



O plano de Léo que teve graves consequências

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Um dos piores golpes de Léo, foi envolver afetivamente Norma (Glória Pires) com a intenção de roubar de seu antigo patrão uma quantia em dinheiro que ele mantinha guardada em casa. O destino do dinheiro era um esquema de máquinas de caça-níqueis que supostamente rendem muito dinheiro.

No fim, Léo foi passado pra trás pelos bandidos envolvidos no esquema dos caça níqueis que acabaram por espancá-lo. Ao invés de tomar um rumo na vida, Léo partiu para novos golpes afim de conseguir dinheiro facilmente e atingir (o que na cabeça dele significa) o sucesso.

Sempre que é acusado por seu pai Raul (Antonio Fagundes) - o único personagem da trama que sabe dos erros do filho desde o princípio da novela, mas não possui provas para colocar o filho atrás das grades - Léo esquiva-se alegando que seu pai nunca lhe deu a merecida atenção e sempre preferiu o irmão perfeito Pedro (Eriberto Leão).

Na verdade, as raízes das intenções de Léo são até mais profundas. Uma mescla de sentimentos tais como inveja do irmão e sede de poder desmedida que o tornam um dos mais interessantes personagens da trama. Um personagem tão complexo que não dá para classificar simplesmente como vilão.



Norma: a personagem mais complexa da novela

Imagem: http://www.ospaparazzi.com.br/imagem/201106/25091326.jpg


Norma

Essa personagem foi uma das primeiras vítimas das falcatruas de Léo. Mas a história de Norma foi a mais complicada de todas a ponto de gerar graves consequências para o futuro do mau caráter.

Norma foi ferida de várias formas por Léo. Ela se envolveu amorosamente com ele e ainda por cima foi parar na cadeia por um crime que não cometeu (o roubo do dinheiro de seu ex-patrão e sua morte provocada pelo incidente). Ela cumpriu pena e comeu o pão que o diabo amassou na prisão. Foi alvo de outras detentas e sua estadia por lá apenas alimentou o ódio em seu íntimo. Tudo culminou a um clímax que levou Norma a cometer seu primeiro assassinato numa tentativa desesperada de sobreviver.

Quando saiu da cadeia, Norma só pensava em se encontrar com Léo e se vingar, mas descobriu que para atingí-lo teria que se tornar uma mulher tão poderosa quando ele. Uma vez que Léo havia se aproximado de figuras importantes como um banqueiro rico e corrupto.

Norma então fez o mesmo. Aproximou-se do milionário Teodoro (Tarcisio Meira) e casou-se com ele. Numa das melhores cenas da novela, ao descobrir que Léo se casaria com uma mulher linda e rica, a câmera deixa a imagem inclinada e mostra Norma tentando provocar a morte de Teodoro abrindo as janelas do quarto do marido e molhando seu peito com água gelada para lhe provocar uma pneumonia. Então, a câmera volta a posição tradicional e Norma percebe a loucura que estava prestes e fazer e salva seu marido.

No entando, de fato, a atitude de Norma piorou o estado de saúde do marido que veia a falecer. Agora, herdeira de muito dinheiro, a personagem foi capaz de arquitetar uma vingança perversa contra Léo. Com direito a carcere privado e situações de humilhação gratuita.

A cena em que Norma se revela para Léo como a viúva de um milionário é excelente. Léo (talvez pela primeira vez) tenha enxergado Norma. Agora ela é uma mulher rica, bonita e perversamente inteligente. A ponto de arquitetar sua vingança meticulosamente. Léo não tem escapatória. Ela tem provas de quase todos os crimes cometidos por ele durante a novela. Ou ele vai pra cadeia ou aceita se submeter aos caprichos de sua antiga vítima.

Sem dúvidas, a mais complexa personagem da novela. Brilhantemente interpretada por Glória Pires, a personagem surge na novela como uma auxiliar de enfermagem simples que sofre com a desilução amorosa de um golpista. "Você mexeu nos meus sentimentos mais profundos", ela chora quando descobre a verdade sobre Léo após o primeiro encontro deles. Quando vai para cadeia, podemos ver a queda de uma boa pessoa em uma pessoa perversa cuja única meta é a vingança.

Entretanto, apesar das ações inconsequentes de Léo terem criado uma pessoa talvez até mais perversa do que ele, Norma parece nutrir sentimentos conflitantes com relação a ele. Algo entre o ódio e o amor. Já que ela havia se entregado completamente ao mau caráter no início da novela.



O pai do mocinho e do bandido da novela talvez seja o personagem mais sensato da trama

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Raul

Para concluir este post, basta falar sobre Raul. Raul é o pai de Léo e Pedro. O bandido e o mocinho da novela, respectivamente. O interessante deste personagem é que ele sofre pelas atitudes erradas que o filho comete e nem sempre possui os recursos para pará-lo.

O personagem também vive um complicado dilema: tem vergonha de acreditar nas maldades do filho e pena de vê-lo sempre tomando as decisões erradas. Para complicar, a mãe do rapaz Wanda (Natalia do Vale) não é capaz de enxergar o maucaratismo do filho. Sempre o protegendo e o inocentando. Talvez por achar assim como Léo que Raul tenha preferências pelo outro filho.

Agora, coloque-se no lugar de um pai que descobre crimes de um filho e não tenha provas para colocá-lo atrás das grades. Além de não poder pará-lo, ele fica aflito com a perspectiva do filho aprontar novamente.

Fica ai a dica. Se você assiste ou for assistir a Insenstato Coração, fique de olhos nesses três personagens. Eles fazem valer acompanhar a novela.